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Presídio italiano abre restaurante; assista | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em uma prisão da Itália funciona um inusitado, mas cada vez mais concorrido restaurante. Ele fica na Fortezza Medicea, em Volterra, no noroeste da Itália, uma fortaleza medieval e prisão de segurança máxima que abriga ladrões, assassinos e mafiosos. São homens tidos como perigosos, mas que, segundo os fregueses do restaurante, cozinham muito bem. O garçom Gaetano serve o vinho e cumpre pena de prisão perpétua por assassinato. O atendimento aos clientes é o único contato que ele tem com o mundo exterior em 20 anos. Para Gaetano, a experiência dá um gostinho de liberdade. Ele diz que é respeitado pelos clientes e que busca lhes oferecer uma noite "inesquecível". O maitre Luigi é um ladrão de bancos. O cozinheiro-chefe foi condenado por assassinato. Bruno, ao violão, cumpre pena de 25 anos de cadeia por ter esfaqueado a namorada 25 vezes em uma praça pública. Foi um ataque de ciúmes. As mesas são colocadas no jardim da fortaleza, perto de um muro muito alto e uma torre de vigilância. O preço, cerca de US$ 35. Comida e vinho são doados, então boa parte da renda vai para uma organização beneficente e o restante é dividido entre os 27 presos que trabalham no restaurante. A clientela só consegue mesa depois de várias semanas de espera e de passar por uma verificação de antecedentes. Uma vez à porta, o cliente passa por um detector de metais. Jantares mensais no restaurante é parte de um programa de reabilitação para os presos. São servidos pratos locais e algumas especialidades da Sicília, conhecido reduto da Cosa Nostra. Os talheres do restaurante são feitos de plástico. |
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