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Bolívia adia transferência das refinarias da Petrobras | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo boliviano adiou a cerimônia que marcaria, nesta terça-feira, a transferência oficial das duas refinarias da Petrobras no país para a estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB). A decisão foi tomada, segundo assessores do ministério de Hidrocarbonetos e o presidente da YPFB, Guillermo Aruquipa, porque as refinarias ficariam sem seguro, até que a Bolívia conclua o processo de licitação para contratar as novas seguradoras. Segundo a agência boliviana Red Erbol, Aruquipa disse que as três seguradoras que disputavam a concessão não estavam internacionalmente qualificadas para proteger as refinarias. "A empresa YPFB Refino S.A. não pode trabalhar um segundo sequer sem seguro e por isso decidimos adiar essa medida", disse Aruquipa, de acordo com a Agência Boliviana de Información (ABI). Ele afirmou ainda que a Petrobras está ajudando a Bolívia nesta etapa de seleção das seguradoras. Próxima semana A expectativa, disse ele, é que a transferência seja concretizada na semana que vem. Até lá, as refinarias continuam sendo administradas pela Petrobras. Mais cauteloso, o ministro de Hidrocarbonetos, Carlos Viellegas, preferiu não marcar prazo para que as unidades de refino Guillermo Elder Bell e Gualberto Villarroel passem definitivamente ao controle da YPFB. Mas disse que as refinarias serão "100% da Bolívia" quando o novo seguro estiver garantido e em vigor. Atualmente, o seguro das refinarias está vinculado à seguradora contratada pela Petrobras. Segundo Aruquipa, o contrato com a seguradora boliviana Ciacruz perderá efeito se as ações forem transferidas para o Estado boliviano. A transferência destas duas unidades de refino para a estatal boliviana tinha sido marcada, oficialmente, para esta terça-feira, um dia depois que o governo do presidente Evo Morales pagou a primeira das duas parcelas pela compra das refinarias (US$ 56 milhões). O pagamento da segunda parcela, disse Aruquipa, será feito no dia 11 de agosto. No total, a Bolívia pagará US$ 112 milhões pelas duas refinarias. |
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