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Atualizado às: 12 de junho, 2007 - 22h40 GMT (19h40 Brasília)
 
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Bolívia adia transferência das refinarias da Petrobras
 

 
 
Refinaria na Bolívia
Acordo de venda das refinarias foi fechado em maio
O governo boliviano adiou a cerimônia que marcaria, nesta terça-feira, a transferência oficial das duas refinarias da Petrobras no país para a estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).

A decisão foi tomada, segundo assessores do ministério de Hidrocarbonetos e o presidente da YPFB, Guillermo Aruquipa, porque as refinarias ficariam sem seguro, até que a Bolívia conclua o processo de licitação para contratar as novas seguradoras.

Segundo a agência boliviana Red Erbol, Aruquipa disse que as três seguradoras que disputavam a concessão não estavam internacionalmente qualificadas para proteger as refinarias.

"A empresa YPFB Refino S.A. não pode trabalhar um segundo sequer sem seguro e por isso decidimos adiar essa medida", disse Aruquipa, de acordo com a Agência Boliviana de Información (ABI).

Ele afirmou ainda que a Petrobras está ajudando a Bolívia nesta etapa de seleção das seguradoras.

Próxima semana

A expectativa, disse ele, é que a transferência seja concretizada na semana que vem. Até lá, as refinarias continuam sendo administradas pela Petrobras.

Mais cauteloso, o ministro de Hidrocarbonetos, Carlos Viellegas, preferiu não marcar prazo para que as unidades de refino Guillermo Elder Bell e Gualberto Villarroel passem definitivamente ao controle da YPFB.

Mas disse que as refinarias serão "100% da Bolívia" quando o novo seguro estiver garantido e em vigor.

Atualmente, o seguro das refinarias está vinculado à seguradora contratada pela Petrobras. Segundo Aruquipa, o contrato com a seguradora boliviana Ciacruz perderá efeito se as ações forem transferidas para o Estado boliviano.

A transferência destas duas unidades de refino para a estatal boliviana tinha sido marcada, oficialmente, para esta terça-feira, um dia depois que o governo do presidente Evo Morales pagou a primeira das duas parcelas pela compra das refinarias (US$ 56 milhões).

O pagamento da segunda parcela, disse Aruquipa, será feito no dia 11 de agosto. No total, a Bolívia pagará US$ 112 milhões pelas duas refinarias.

 
 
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