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Mostra de cartuns na ONU expõe dilemas da paz mundial; veja fotos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Organização das Nações Unidas (ONU) inaugura nesta quinta-feira, em Bruxelas, a exposição Cartooning for Peace ("Desenhando pela paz", em tradução livre), que promove a paz e a liberdade de expressão ao reunir desenhos realizados por cartunistas premiados de diversos países. Idealizada pelo cartunista Plantu, do jornal francês Le Monde, a exibição conta com cerca de 80 cartuns, incluindo trabalhos do americano Mike Luckovich, da sueca Ann Telnaes, ganhadores do prêmio Pulitzer na categoria charges, e do egípcio Ranan Lurie, que empresta seu nome ao prêmio Political Cartooning Award, da Associação de Correspondentes da ONU. "São cartunistas que trabalham em diferentes condições, em países com diferentes culturas e religiões. Alguns têm que enfrentar censura e ameaças a sua liberdade diariamente", ressaltou Plantu na apresentação da mostra. Também participam da iniciativa artistas da Bélgica, Argélia, Congo, Dinamarca, Israel e Líbano. Resposta Segundo o cartunista francês, a idéia de Cartooning for Peace nasceu em 1991, quando o então líder palestino Yasser Arafat o convidou para falar sobre seus desenhos – muitos deles tratam das divergências entre árabes e judeus. "Nesse momento, eu percebi que os cartuns não são apenas uma forma de desenhar as pessoas juntas, mas poderiam também ser uma oportunidade para falar sobre coisas que de outra forma seriam tabu", lembra Plantu. Entretanto, a iniciativa só ganhou forma no início de 2006, em resposta aos incidentes provocados pela publicação de cartuns de Maomé em um jornal da Dinamarca. A exposição já passou pela sede da ONU em Nova York e por Genebra, sempre acompanhada de um debate sobre a liberdade de expressão e a responsabilidade dos profissionais da mídia em situações de conflito. Em Bruxelas, a abertura coincide com o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. Os desenhos ficam por tempo indeterminado no Centro Belga de História em Quadrinhos. |
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