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12 de abril, 2007 - 10h27 GMT (07h27 Brasília)

Cientistas descobrem genes que 'ajudam' câncer a se espalhar

Cientistas dos Estados Unidos deram mais um passo no sentido de descobrir o que torna o câncer de mama letal, ao ter encontrado quatro genes que atuam juntos para "ajudar" o câncer de mama a se espalhar para os pulmões.

Em estudo publicado na revista científica Nature, os pesquisadores do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center (MSKCC), em Nova York, dizem
que experiências com ratos mostraram que desativar esses quatro genes de uma só vez reduz dramaticamente a capacidade de o tumor mamário se espalhar.

Isso porque os quatro genes produzem proteínas que se combinam para permitir que as células cancerígenas escapem para a corrente sangüínea e se instalem nos pulmões - um processo conhecido como metástase.

A equipe de cientistas concluiu que duas drogas que inibem duas das proteínas produzidas pelos genes reduziram, nos ratos, o crescimento e o alastramento dos tumores mamários, se usadas em conjunto.

Testes

"A combinação desses medicamentos é eficiente mesmo se eles, individualmente, não apresentaram bons resultados", disse Joan Massagué, diretor do programa de Biologia e Genética do Câncer do MSKCC. "Se conseguirmos desativar esses genes, isso vai afetar as metástases."

"Os genes são usados em conjunto para atrair vasos sangüíneos e entrar na circulação, chegar aos pulmões e usar a mesma tática para penetrar", concluiu.

Massagué também está investigando quais genes promovem metástases em outras partes do corpo, como o cérebro e a medula óssea, e se genes semelhantes estão envolvidos no alastramento de outros tipos de câncer, como o de cólon.

Segundo Anthea Martin, do Cancer Research UK, a habilidade da doença em se espalhar é que a torna de difícil tratamento.

"Essa pesquisa vem se somar ao nosso conhecimento de que os genes podem estar envolvidos nas metástases do câncer de mama para os pulmões", afirmou. "E quanto mais entendermos esse processo, mas chances os cientistas têm de desenvolver tratamentos preventivos."

Os pesquisadores americanos agora esperam poder começar testes com os medicamentos em seres humanos.