29 de março, 2007 - 19h01 GMT (16h01 Brasília)
A cidade de San Francisco, nos Estados Unidos, tornou-se a primeira metrópole americana a proibir o uso de sacolas de plástico em grandes supermercados e farmácias.
A lei, aprovada pelo Conselho de Supervisores da cidade, terá de ser votada de novo e ainda precisa receber a aprovação do prefeito. No entanto, os envolvidos já indicaram que estão de acordo e não deve haver surpresas.
A notícia agradou ambientalistas, mas recebeu críticas de empresários e de americanos mais conservadores, que desconfiam das políticas de esquerda da cidade californiana.
A medida, aprovada por dez votos contra um, obriga supermercados com faturamento anual superior a US$ 2 milhões a eliminarem as sacolas dentro de seis meses. Farmácias com mais de cinco filiais têm um ano para implementar a mudança.
Reciclagem
Os ambientalistas esperam que as empresas passem a usar sacolas biodegradáveis, feitas de maisena ou papel reciclado, ao invés das atuais, feitas de derivados de petróleo.
As sacolas plásticas são difíceis de reciclar, poluem parques e rios e ocupam cada vez mais espaço em depósitos de lixo.
Alguns se preocupam, no entanto, com a possibilidade de que os supermercados adotem sacolas de papel, que afetariam o meio ambiente de outra forma, já que mais árvores teriam de ser cortadas para atender à demanda.
San Francisco não é pioneira na iniciativa de proibir o uso das sacolas plásticas. O governo de Bangladesh, na Ásia, proibiu o uso das sacolas quando se descobriu que elas haviam entupido o sistema de esgoto do país e contribuído para um aumento em inundações.
Sacolas biodegradáveis são mais caras do que as comuns, mas os ambientalistas dizem que o custo deve cair com o aumento na demanda.