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Milhares em Washington pedem fim da guerra | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dezenas de milhares de pessoas enfrentaram a baixa temperatura registrada neste sábado em Washington para participar de uma marcha contra a guerra do Iraque. O conflito completa quatro anos na próxima terça-feira. Também houve protestos em outras cidades americanas e européias. Em Washington, os manifestantes se reuniram em um local emblemático, perto do Memorial da Guerra do Vietnã. De lá, eles marcharam até a sede do Pentágono. A escolha do ponto de partida do protesto foi intencional, segundo os organizadores. ''Existem muitas afinidades entre a guerra do Vietnã e a do Iraque. Ambas foram criadas a partir de mentiras. E os inimigos são forças guerrilheiras locais que não querem nossa presença por lá. Ambos são conflitos que não podem ser vencidos'', disse à BBC Brasil Elliott Adams, um ex-combatente da Guerra do Vietnã que integra a organização Veterans for Peace, que conta com 7 mil membros e que ajudou a trazer manifestantes a Washington. Pró-guerra Muitos ativistas que defendem a presença americana no Iraque fizeram uma contra-manifestação próximo ao local de onde partiu a marcha ao Pentágono. Eles afirmaram que, além de dar apoio às tropas americanas, queriam também preservar a integridade do Memorial do Vietnã contra possíveis ações de vandalismo dos manifestantes antiguerra.
Jeff Gallagher, um veterano da guera do Vietnã, foi um dos participantes do protesto alternativo. Ele empunhava um cartaz com a foto de uma eleitora iraquiana com os dizeres: ''Marcada para morrer, se sairmos agora''. ''Mulheres como ela estarão condenadas à morte se nós nos retirarmos, porque o Iraque irá adotar a sharia (a lei islâmica)'', afirmou. Sem confrontos Alguns manifestantes pró-guerra pisaram e cuspiram em cartazes condenando o conflito. Apesar de trocas de insultos, não houve confrontos físicos entre as facções rivais. Mas o número de ativistas a favor da guerra representava uma mera fração do número de militantes contra o conflito. Os participantes carregavam cartazes que pediam o fim da guerra, o impeachment do presidente George W. Bush e do vice-presidente Dick Cheney ou que advertiam para o risco de que o Irã seja o próximo país atacado pelos americanos. Os grupos ativistas responsáveis pelo protesto montaram um palco em frente ao Pentágono. Entre os que discursaram no local estiveram veteranos da guerra do Iraque, a jornalista italiana Giuliana Sgrena, que foi seqüestrada no Iraque, a militante Cindy Sheehan, cujo filho foi morto no conflito, e Ramsey Clark, um ex-procurador geral americano durante o governo de Lyndon Johnson, que pediu o impeachment de Bush. Um dos poucos momentos da manifestação deste sábado em que houve algum risco de confrontação foi quando um grupo de policiais começou a marchar em direção aos manifestantes que bloqueavam uma ponte que dá acesso ao Pentágono. À medida que os policiais avançavam, os ativistas foram recuando, mas muitos aproveitaram para provocar as autoridades, dizendo coisas como: ''Vocês ficam muito sexy com essas máscaras contra gás lacrimogêneo''. |
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