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Bird: Emergentes crescem dobro do Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um relatório do Banco Mundial divulgado nesta quarta-feira estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro fechará o ano de 2006 com crescimento de 3,5%, equivalente a metade do previsto para outros países em desenvolvimento. Segundo o relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta quarta-feira, o ritmo de crescimento desses países vai diminuir para 6,4% em 2007 e 6,1% em 2008. Para as economias desenvolvidas, a previsão do Banco Mundial é de crescimento de 3,1% neste ano, caindo para 2,4% em 2007 e apresentando uma leve recuperação, com 2,8% no ano seguinte, enquanto para o ano que vem, a previsão do Banco Mundial para a economia brasileira é de crescimento de 3,4%, aumentando para 3,8% em 2008. De acordo com o relatório Perspectiva Econômica Global, as altas taxas de juros e a valorização do real são fatores limitantes para o crescimento brasileiro. O documento afirma ainda que o Brasil pode sofrer os efeitos de uma desaceleração maior do que a esperada na economia americana em 2007. "A diferença entre países em desenvolvimento e países desenvolvidos está se acentuando", afirmou o economista Hans Timmer. Segundo ele, o crescimento nos países em desenvolvimento deve permanecer forte. Momento decisivo De acordo com o relatório, que cobre os anos de 2006 a 2030, a economia global está em um momento decisivo. O Banco Mundial alerta para o risco de recessão nos Estados Unidos, devido principalmente à desaceleração no mercado imobiliário, o que poderia ter "efeitos significativos" nos países em desenvolvimento. Segundo os autores do documento, uma redução muito grande no ritmo de crescimento enfraqueceria os preços das commodities, afetando os países em desenvolvimento. O relatório afirma que a globalização é uma oportunidade sem precedentes para as nações em desenvolvimento, mas as desigualdades e os danos ao meio ambiente podem afetar seus benefícios. Segundo o economista-chefe do Banco Mundial, François Bourguignon, os benefícios da globalização em termos de impacto no combate à pobreza são claros e devem permanecer. "O número de pessoas vivendo com menos de 1 dólar por dia pode ser reduzido pela metade, de 1,1 bilhão atualmente para 550 milhões em 2030", afirmou. O comércio global de bens e serviços pode mais do que triplicar, para US$ 27 trilhões em 2030, segundo o relatório, mas mesmo assim, segundo Bourguignon, “a desigualdade de renda pode aumentar em muitos países", disse. Segundo o relatório, em 2030 cerca de 1,2 bilhão de pessoas nos países em desenvolvimento (15% da população mundial) pertencerão à classe média. Hoje, são 440 milhões de pessoas. |
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