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Carisma pessoal de Lula supera a razão, diz jornal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal espanhol El País diz nesta quinta-feira que “o carisma pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva supera a razão". A reportagem repercute os resultados da pesquisa de intenção de voto do Datafolha, divulgada nesta quarta-feira, indicando que Lula teria 56% dos votos válidos contra 44% de Geraldo Alckmin, mostrando um aumento na distância percentual entre os dois candidatos. "O curioso é que e mesma pesquisa, ainda que com pouca margem, reconhece a vitória de Alckmin no debate", diz o jornal. "Apesar de tudo, Lula cresceu e prevaleceu a tese dos analistas que suspeitavam que a atitude agressiva e dura de Alckmin com Lula - colocando o presidente na berlinda várias vezes com o tema da corrupção - acabou favorecendo a 'vítima'." Segundo o El País, "Lula deu pena a muitos espectadores que acabaram o apoiando, sobretudo os eleitores indecisos". Resposta O diário argentino La Nación traz uma resposta do ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, à entrevista concedida pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao jornal, na sexta-feira passada, em que FHC comparou a política de Lula com o peronismo. "Comparar o presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores ao peronismo é preconceituoso”, disse Genro. Na entrevista de FHC, o ex-presidente havia dito que "Lula é um pouco caudilho, com alguns traços mais do peronismo do que do chavismo", em referência aos estilos de governar do ex-líder argentino, general Juan Domingo Perón e do atual presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Segundo Genro, "não é que seja ofensivo ou degradante ser comparado com o general Perón". "Todos sabemos que o populismo teve tanto momentos de decadência quanto de grandeza. Mas é arrogante da parte de alguém da estatura intelectual de Cardoso utilizar essa comparação para 'destruir' a imagem do presidente Lula." Iraque Na Grã-Bretanha, o editor da revista médica The Lancet defende sua decisão de publicar o estudo que estima em 655 mil o número de iraquianos mortos desde a invasão do país em 2003, o equivalente a 2,5% da população do país, um número bem acima das estimativas oficiais. O estudo foi duramente criticado pelo governo americano. O presidente Bush disse que "600 mil mortos ou qualquer que seja esse número, simplesmente não é acreditável" e que a metodologia usada pelos pesquisadores "é bastante desacreditada". A pesquisa se basearem em previsões estatísticas, em vez da contagem real de corpos. Em artigo assinado no jornal The Guardian, Richard Norton diz que a equipe da Universidade Johns Hopkins defendeu a metodologia, dizendo que "a inspeção passiva, o método mais comum usado para estimar os números de mortes civis, irá sempre subestimar o número total de baixas”. O editor diz que em guerras e conflitos passados, “as estimativas foram cerca de dez ou até vinte vezes menores” do que a realidade. "O que é interessante", diz Norton, "é que quando relatamos os números desses países para políticos, eles não são disputados. Eles franzem as sobrancelhas, balançam a cabeça e concordam que a situação é muito grave". "Quando se trata do Iraque, a história é diferente. Prepare-se para que o governo atual mobilize todos seus esforços para minar o trabalho feito por esse time americano e iraquiano". "Prepare-se para que o governo critique o Lancet por ser político demais. Prepare-se para que o governo faça tudo o que puder para descartar essa história e lavar as mãos de sua responsabilidade de levar esses últimos números a sério". |
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