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Atualizado às: 26 de setembro, 2006 - 17h52 GMT (14h52 Brasília)
 
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Astrônomos descobrem dois novos planetas
 
Pintura de um "júpiter quente" em órbita. M.A. Garlick/markgarlick.com
Quando o planeta passa em frente à estrela, uma sombra aparece
Uma equipe liderada por astrônomos britânicos descobriu dois novos planetas nas constelações de Andrômeda e Delphinus, fora do Sistema Solar.

Os cientistas do projeto, batizado de SuperWasp, usaram robôs equipados com câmeras e instrumentos sensíveis para monitorar estrelas e identificar pequenas sombras que podem indicar a passagem de planetas.

Depois de encontrar diversos "candidatos", as informações foram enviadas ao observatório francês de Haute-Provence, para que o moderno espectrógrafo Sophie analisasse a luz vinda das estrelas em detalhe e confirmasse a existência dos dois novos planetas: Wasp-1b e Wasp-2b.

"Para chegar a esses dois tivemos de pesquisar cerca de 1,1 milhão de estrelas e então passar por vários estágios de filtragem. É como garimpar ouro", disse à BBC Andrew Collier Cameron, da Universidade de St. Andrews.

Calor

Um dos novos planetas está a mil anos-luz da Terra, enquanto o segundo está a metade desta distância.

Eles são o que os astrônomos chamam de "júpiteres quentes" - planetas grandes, de tamanho similar a Júpiter - mas que orbitam muito próximos à estrela central.

Enquanto Júpiter está a 700 milhões de quilômetros do Sol e leva aproximadamente 12 anos para completar sua órbita, os novos planetas estão a poucos milhões de quilômetros de suas estrelas centrais e levam poucos dias para completar uma volta ao redor delas.

Isso faz com que o Wasp-1b e o Wasp-2b atinjam temperaturas altíssimas, chegando a 1800º C. De acordo com cientistas, eles podem estar entre os planetas extra-solares mais quentes entre os cerca de 200 já descobertos.

SuperWasp

Wasp é a sigla em inglês para "ampla busca por planetas" e o novo instrumento usado no programa tem oito lentes diferentes e câmeras de alta definição montadas em dois robôs, um nas Ilhas Canárias, na Espanha, e outro na África do Sul. Juntos, eles cobrem todo o céu.

A confirmação da descoberta dos novos planetas, feita pelo espectrógrafo Sophie, acontece quando o aparelho detecta uma leve mudança na velocidade de uma estrela, causada pela gravidade de um planeta.

"A parceria entre os dois instrumentos é especialmente poderosa - SuperWasp encontra os candidatos a planeta e determina seu raio, e Sophie confirma sua natureza e peso", disse o cientista do projeto Don Pollaco.

O objetivo do SuperWasp é encontrar planetas que possam ser pesquisados a fundo por telescópios mais especializados.

 
 
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