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Atualizado às: 22 de setembro, 2006 - 09h25 GMT (06h25 Brasília)
 
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Brasilianista não vê abalo na imagem externa de Lula
 

 
 
Presidente Lula em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quinta-feira
Lula deu ao Brasil 'alto grau de estabilidade', diz analista
O escândalo do dossiê, que pode afetar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não influiu em nada a sua imagem no exterior.

É essa a opinião de Peter Hakim, um especialista em política brasileira e presidente do Inter American Dialogue - célebre instituto americano de análise política dedicado ao continente americano.

Hakim disse à BBC Brasil que "fora do Brasil, ninguém está prestando atenção" à acusação de que assessores do PT tentaram comprar por R$ 2 milhões um documento contendo acusações contra políticos do PSDB.

O analista prevê que as maiores dificuldades para Lula se darão mesmo no cenário doméstico, caso ele seja reeleito. ''Se vier à tona que isso (o escândalo do dossiê) foi um truque sujo, ele poderá ter dificuldades para governar''.

Discussão secundária

"'Lula será reeleito. E o povo do Brasil o julgou. Eles não apenas irão votar nele, irão elegê-lo novamente com uma diferença de 20% sobre o rival. Alckmim tem 0% de chance", diz Hakim.

O analista também acredita que o escândalo os Estados Unidos também não teve impacto junto ao governo americano.

"A postura dos Estados Unidos é a de que Lula vai ser presidente de qualquer forma. Então por que entrar em uma discussão que é secundária para eles? Além do que, isso poderia acabar jogando Lula nos braços de Chávez."

Além disso, acrescenta Hakim, ''Ele já garantiu que irá dar continuidade às suas políticas macro-econômicas e garantirá a estabilidade do Brasil. Isso interessa aos EUA. Ele deu ao Brasil um alto grau de estabilidade. Seu maior sucesso nos últimos anos é haver sustentado o crescimento econômico.''

Boa companhia

No início desta semana, Lula abriu a Assembléia Geral da ONU e manteve encontros com o secretário-geral da entidade, Kofi Annan, e com o presidente francês, Jacques Chirac, e o ex-presidente americano Bill Clinton.

No entender de Hakim, estadistas estrangeiros apreciam estar lado a lado com Lula porque ''internacionalmente, ele ainda carrega a imagem do cara que veio da classe trabalhadora e conseguiu vencer''.

 
 
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