As autoridades da República Democrática do Congo disseram ter fechado as fronteiras do país para garantir a segurança das eleições presidenciais deste domingo, as primeiras depois de quarenta anos de conflitos e instabilidade política.
O presidente do Congo, Joseph Kabila, pediu o fim da violência em seu último comício antes da eleição deste domingo.
Kabila, que é um dos mais de 30 candidatos à presidência, conclamou seus eleitores a “abrir uma nova página” na história do país.
Ele disse que gostaria de ver as eleições, que escolherão presidente e 500 parlamentares, transcorrendo de forma pacífica e calma.
Pouco antes da fala do presidente, o vice-presidente do governo de transição do Congo, Azarias Ruberwa, afirmou que um de seus guarda-costas tinha sido morto por disparos feitos por forças de segurança do presidente contra o seu grupo.
Um correspondente da BBC na cidade de Bunia, próxima à fronteira com Uganda, disse que muitas pessoas terão grandes dificuldades para votar numa região onde cerca de 120 mil pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas em decorrência dos confrontos entre o Exército congolês e milícias.
Para acompanhar a eleição, as Nações Unidas enviaram 17 mil soldados ao país.
Um correspondente da BBC na capital Kinshasa disse que confrontos entre militantes de diferentes candidaturas deixaram vários mortos durante a semana, mas que, de forma geral, as eleições se aproximam de maneira tranqüila.