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Atualizado às: 22 de julho, 2006 - 20h24 GMT (17h24 Brasília)
 
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Judeus e árabes participam de protesto antiguerra
 

 
 
Manifestantes pediram fim do confronto no Líbano
Manifestantes pediram fim do confronto no Líbano
Milhares de israelenses saíram neste sábado às ruas de Tel Aviv, para protestar contra a guerra no Líbano e exigir um cessar-fogo imediato.

Os manifestantes, que, segundo os organizadores eram 5 mil (e 2,5 mil segundo o jornal Haaretz) se reuniram na Praça Rabin e marcharam por uma das principais ruas de Tel Aviv, a Even Gvirol, até a praça do Cinemateca, onde realizaram um comício.

Durante a marcha houve confrontos entre os manifestantes e residentes de Tel Aviv que observavam das calçadas, e vários deles gritaram "traidores!", "vergonha!", outros lançaram ovos contra os participantes da manifestação.

Os manifestantes, judeus e árabes juntos, pertencentes a partidos de esquerda e organizações pacifistas, portavam cartazes com os dizeres – "parem a loucura militar", "cessar fogo já", "não à guerra", "basta de ocupação".

Pesquisas

As pesquisas indicam que cerca de 70% dos israelenses apóiam a ofensiva de Israel no Líbano e aceitam a posição do governo de que se trata de "um ato de legitima defesa, depois que o território soberano de Israel foi atacado pelo Hezbollah".

Mas, segundo as pesquisas, com a intensificação da invasão terrestre, o apoio da população tende a diminuir.

Os milhares que protestaram hoje em Tel Aviv representam uma minoria em Israel.

A primeira manifestação contra a guerra ocorreu no segundo dia da ofensiva, em frente ao ministério da Defesa, com a participação de cem pessoas. No quinto dia da guerra houve uma segunda manifestação, à qual compareceram mil pessoas.

O líder do grupo pacifista Gush Shalom, Uri Avnery, disse hoje no comício: "há poucos dias éramos apenas cem e hoje já somos 5 mil, em breve seremos dezenas e depois centenas de milhares, como na primeira guerra do Líbano".

Durante a primeira guerra no Líbano, em 1982, 400 mil israelenses saíram às ruas para protestar contra o massacre de Sabra e Shatila, três meses depois do início do confronto. Aquela manifestação é considerada, até hoje, a maior na história do país.

No comício também falou Ishai Menuhin, líder do grupo Yesh Gvul, que lidera o movimento dos militares que se recusam a prestar serviço militar nos territórios ocupados.

"Recusem-se a participar desta guerra", conclamou Menuhin, "o Exército está cometendo crimes de guerra em nosso nome".

 
 
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