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Judeus e árabes participam de protesto antiguerra | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de israelenses saíram neste sábado às ruas de Tel Aviv, para protestar contra a guerra no Líbano e exigir um cessar-fogo imediato. Os manifestantes, que, segundo os organizadores eram 5 mil (e 2,5 mil segundo o jornal Haaretz) se reuniram na Praça Rabin e marcharam por uma das principais ruas de Tel Aviv, a Even Gvirol, até a praça do Cinemateca, onde realizaram um comício. Durante a marcha houve confrontos entre os manifestantes e residentes de Tel Aviv que observavam das calçadas, e vários deles gritaram "traidores!", "vergonha!", outros lançaram ovos contra os participantes da manifestação. Os manifestantes, judeus e árabes juntos, pertencentes a partidos de esquerda e organizações pacifistas, portavam cartazes com os dizeres – "parem a loucura militar", "cessar fogo já", "não à guerra", "basta de ocupação". Pesquisas As pesquisas indicam que cerca de 70% dos israelenses apóiam a ofensiva de Israel no Líbano e aceitam a posição do governo de que se trata de "um ato de legitima defesa, depois que o território soberano de Israel foi atacado pelo Hezbollah". Mas, segundo as pesquisas, com a intensificação da invasão terrestre, o apoio da população tende a diminuir. Os milhares que protestaram hoje em Tel Aviv representam uma minoria em Israel. A primeira manifestação contra a guerra ocorreu no segundo dia da ofensiva, em frente ao ministério da Defesa, com a participação de cem pessoas. No quinto dia da guerra houve uma segunda manifestação, à qual compareceram mil pessoas. O líder do grupo pacifista Gush Shalom, Uri Avnery, disse hoje no comício: "há poucos dias éramos apenas cem e hoje já somos 5 mil, em breve seremos dezenas e depois centenas de milhares, como na primeira guerra do Líbano". Durante a primeira guerra no Líbano, em 1982, 400 mil israelenses saíram às ruas para protestar contra o massacre de Sabra e Shatila, três meses depois do início do confronto. Aquela manifestação é considerada, até hoje, a maior na história do país. No comício também falou Ishai Menuhin, líder do grupo Yesh Gvul, que lidera o movimento dos militares que se recusam a prestar serviço militar nos territórios ocupados. "Recusem-se a participar desta guerra", conclamou Menuhin, "o Exército está cometendo crimes de guerra em nosso nome". |
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