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Atualizado às: 17 de outubro, 2005 - 20h46 GMT (17h46 Brasília)
 
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Guerras são menos freqüentes e matam menos, diz estudo
 
Soldado das tropas de manutenção de paz da ONU no Congo
Incidência de guerras civis caiu 40% desde o fim da Guerra Fria
As guerras em todo o mundo são menos freqüentes e menos mortais que há uma década, afirma um novo estudo sobre conflitos armados, o Human Security Report, divulgado nesta segunda-feira.

A pesquisa foi feita pelo Human Security Centre (Centro de Segurança Humana, em tradução livre), da Universidade de British Columbia, no Canadá.

O documento diz que a incidência de guerras civis, genocídio e crises internacionais sofreu uma redução de 40% desde o fim da Guerra Fria.

Os valores gastos em compras de armas, por sua vez, caíram em um terço nos últimos 13 anos.

A única forma de violência política que não diminuiu desde 1992 foi o terrorismo, disseram os pesquisadores.

"Mitos"

O estudo argumenta que muitas crenças sobre os conflitos na atualidade são "mitos", entre elas a afirmação que 90% das vítimas das guerras hoje são civis e que as mulheres são mais afetadas que os homens.

 O maior número de mortes que se fala sobre o Iraque é de 60 mil por ano. Compare isso com 700 mil mortes nos campos de batalha no mundo em 1950.
 
O diretor do Human Security Center, Andrew Mack

O relatório afirma que a diminuição no número e violência das guerras é decorrência da intervenção da ONU e de outras organizações de ajuda humanitária.

O fim do colonialismo e da Guerra Fria são as duas outras razões apresentadas.

O levantamento revela também que há cada vez menos conflitos internacionais, que têm dado espaço a guerras civis dentro dos próprios países.

A maioria dos conflitos do mundo ocorre atualmente na África, onde também houve uma redução no número e intensidade.

Mas a Índia e Myanmar são apontados como os países que mais conflitos viram desde o fim da Segunda Guerra.

Iraque

Os autores do estudo ainda não possuem as estatísticas do pior conflito da atualidade, a guerra no Iraque.

Mas o diretor do Human Security Center, Andrew Mack, afirma que os dados do conflito iraquiano não alteram muito as suas descobertas.

Número médio de pessoas mortas por conflito no mundo
1950 - 38 mil
2002 - 600
Fonte: Human Security Centre

"O que veríamos seria um aumento na média de mortes, mas não um aumento muito grande", disse à BBC.

"O maior número de mortes que se fala sobre o Iraque é de 60 mil por ano. Compare isso com 700 mil mortes nos campos de batalha no mundo em 1950."

Além disso, ele argumenta que o que acontece hoje no Iraque é uma anomalia, pois não segue a tendência observada no resto do mundo.

A queda no número de mortes por conflito aconteceu devido à mudança de uma era de grandes guerras, entre Exército inteiros com artilharia pesada, para conflitos de baixa intensidade, em que se enfrentam forças governamentais fracas contra rebeldes mal treinados.

"Embora sejam brutais, esses conflitos matam relativamente poucas pessoas", afirma o relatório.

O Human Security Center é patrocinado por Grã-Bretanha, Canadá, Noruega, Suécia e Suíça.

 
 
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