http://www.bbcbrasil.com

11 de agosto, 2005 - 02h23 GMT (23h23 Brasília)

Imogen Foulkes
de Genebra

Europa esquenta mais do que esperado, diz WWF

As temperaturas nas principais cidades européias estão aumentando em um ritmo mais rápido do que o previsto, alerta o novo relatório da organização ambientalista WWF (Fundo Mundial para a Natureza, na sigla em inglês).

O estudo divulgado nesta quarta-feira analisou as temperaturas em 16 cidades da Europa durante o verão nos últimos 30 anos e concluiu que, na maioria dos casos, houve um aumento de pelo menos um grau Celsius.

Madri foi a cidade que registrou o maior aumento nas temperaturas máximas, cerca de dois graus mais altas do que nos anos 70. Londres, Paris, Estocolmo, Lisboa e Atenas também tiveram acréscimo de 1,5 grau nos seus termômetros.

O WWF atribui o aquecimento principalmente aos gases causadores do efeito estufa, como o dióxido de carbono, que é liberado na atmosfera por automóveis e outros veículos e por usinas de eletricidade movidas a carvão ou gás.

Condições extremas

Segundo o relatório, o continente deve esperar mais ondas de calor extremo, períodos de seca e chuvas torrenciais e algumas cidades podem ser especialmente afetadas.

Embora muitos europeus possam ver o aumento de temperatura como boa notícia, a entidade não-governamental alerta que um clima mais quente não significa apenas mais noites ao ar livre, mas também exaustão para os que trabalham e riscos de saúde para os idosos.

O WWF também adverte que medidas para aliviar o calor a curto prazo, como o ar condicionado, que usa eletricidade, podem apenas piorar o problema.

O relatório defende que as autoridades européias cortem as emissões de dióxido de carbono e invistam em fontes alternativas de energia.

Segundo a entidade, se continuarem a esquentar nesse ritmo, algumas das principais cidades européias podem se tornar inabitáveis.