29 de março, 2005 - 09h31 GMT (06h31 Brasília)
O jornal israelense Jerusalem Post publica nesta terça-feira reportagem sobre um estudioso do Corão que afirma que o livro sagrado do islamismo prevê a destruição dos Estados Unidos em 2007 por um tsunami.
Segundo o jornal, o acadêmico palestino Ziad Silwadi afirma ter chegado a esta conclusão após uma "profunda análise do Corão" e diz que o tsunami que atingiu a Ásia no final do ano passado "foi um pequeno ensaio do que espera os Estados Unidos em 2007".
O Jerusalém Post afirma ainda que o estudo "tem chamado a atenção de milhões de muçulmanos em todo o mundo", ainda que seu autor "não seja um estudioso de renome internacional".
Mas Silwadi decidiu divulgar suas conclusões por temer os efeitos que a destruição dos Estados Unidos teria sobre a economia mundial, afirma o jornal.
Golpe político
O jornal argentino Página 12 estampa em sua capa a decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não renovar o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
"Decidido a dar um golpe político com vistas à sua reeleição, Lula assegurou que seu governo 'caminhará com as próprias pernas'", afirma o jornal.
O diário de Buenos diz que "soa estranho" o fato de que "um presidente de um grande país latino-americano altamente endividado, algumas vezes chamado de esquerdista, anuncia com o maior barulho que está se libertando do odiado FMI e, tanto do Fundo como de Washington, lhe dão parabéns pela decisão".
Mas observa que isso explica pelo fato de que o Brasil continua honrando o pagamento de suas dívidas e "não existe nenhum sinal de que o governo Lula tenha em mente abandonar a política monetária e fiscal que sugerem os organismos" (como o FMI).
Já o Clarín, também de Buenos Aires, diz que a decisão brasileira pode "influir as negociações entre a Argentina e o FMI" em um momento em que o Fundo parece ter endurecido um pouco sua posição em relação ao país vizinho.
Encontro latino
Lula também é citado em reportagem do jornal americano The Christian Science Monitor sobre o encontro desta terça-feira entre o presidente brasileiro, seus colegas da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Álvaro Uribe, e o primeiro-ministro da Espanha, José Luiz Zapatero.
"Líderes latinos tentam dissipar tensões", diz o título da reportagem, afirmando que o comportamento de Hugo Chávez tem preocupado vários governos de países vizinhos.
No alto da agenda, segundo o jornal, devem estar as planejadas compras de armas pelo governo venezuelano.
Na Espanha, o El Mundo diz que os Estados Unidos expressaram a Zapatero sua "preocupação" com a possível venda de aviões militares espanhóis para a Venezuela e, em editorial, diz que a "aposta" em Hugo Chávez é "equivocada".
Software livre, florestas nem tanto
O The New York Times diz que o Brasil é o "maior e melhor amigo do software livre".
"Desde que tomou posse, dois anos atrás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva transformou o Brasil em um posto avançado tropical do movimento do software livre", diz o texto.
A reportagem afirma que, depois de incentivar o uso destes programas em órgãos públicos, agora o governo está procurando "levar a campanha a favor do software livre para as masas, e mais uma vez a Microsoft pode ser deixada de lado".
A matéria fala do programa PC Conectado, cujo objetivo é ajudar pessoas de baixa renda a comprar seu primeiro computador.
Na Grã-Bretanha, o The Independent publica uma reportagem de duas páginas sobre o caso do assassinato da freira americana Dorothy Stang.
Segundo o texto, a morte da religiosa americana "é um lembrete de que os benefícios das florestas do Brasil sobrepujam a vontade política de preservá-las".