|
Exposição em Nova York celebra o traço barroco de Rubens | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Misto de diplomata e celebridade em sua época, o pintor flamengo Peter Paul Rubens (1577-1640) agora retorna à ribalta graças a uma mostra de desenhos realizada pelo Museu Metropolitan de Nova York. Em cartaz até o dia 3 de abril, a exposição, que reúne 115 trabalhos que cobrem toda a carreira do artista, é a primeira dedicada exclusivamente aos desenhos do maior nome do barroco flamengo do século 17. Rubens entrou para a história graças à volúpia de seus vermelhos, rosas e azuis, retratando mulheres curvilíneas de bochechas coradas. Mas agora, através de seus desenhos, ele pode ser visto pelo avesso, num processo criativo em que o gênio não mora apenas na cor, mas num turbilhão de linhas e sombras. Para Rubens, que antes de empunhar o pincel sempre fazia esboços em papel, seus desenhos eram um segredo profissional a ser compartilhado apenas com seus discípulos de confiança. "Rubens jamais permitiria que os seus desenhos fossem exibidos publicamente, numa mostra como essa", diz a curadora da exposição, Anne Marie Logan, uma autoridade sobre o artista. Segundo Logan, Rubens deixou em seu testamento instruções precisas sobre seus desenhos: eles só deveriam ser passados a seus filhos depois que eles atingissem a maioridade e escolhessem outro ofício que não a pintura. Em sua longa vida, Rubens serviu como diplomata em cortes como a de Felipe IV, da Espanha, e recebeu encomendas preciosas de nobres como a rainha francesa Maria de Médicis. Seus temas incluíam cenas bíblicas, retratos de nobres, nus com figuras mitológicas e paisagens. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||