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Atualizado às: 22 de dezembro, 2004 - 11h15 GMT (09h15 Brasília)
 
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Da existência de Papai Noel
 
É chato, mas necessário esclarecer. Não há Papai Noel. Nunca houve.

Tratava-se de um embuste para enganar e fazer com que as crianças desavisadas se comportassem e parassem de chatear enquanto os adultos comemoravam as festividades do nascimento de Nosso Senhor se entupindo de comida e bebida, antes de uma discussão horrenda entre pai e mãe a respeito de um possível flerte na festa natalina entre um dos cônjuges com o cônjuge de outrem.

Em matéria de chaminé, árvore de Natal e presépio, é isso o que há.

Nas lojas, nas esquinas, principalmente nos países do hemisfério norte, tinha – tem – Papai Noel. Ganham pouco, mas dá para safar a onça em matéria de pagar por uns tragos. São todos bêbados. Alguns belicosos, perigosos.

O Papai Noel em que se acreditava, mesmo nós, abaixo da linha do Equador, era uma figura lendária inventada pela Coca-Cola lá pelos anos 30. Esse mesmo. Roupa vermelha pesada, cintão, debruns que possam ser de arminho. E tomem rô-rô-rô e Coca-Cola: isso é que era, isso é que é.

Há uma escola que dá a origem de Papai Noel como sendo São Nicolau, cavalheiro nascido no terceiro século da era cristã na cidade de Patara, onde hoje fica a Turquia, país que se dispôs a entrar para a Comunidade Européia.

A humanidade, com sua mania besta de realidades, cismou de reconstituir o verdadeiro rosto daquele que, com o tempo e a burrice dos homens, acabou sendo o modelo para – rá! – Papai Noel.

Deu nos jornais a reconstituição dita científica. Todo mundo viu. Um indivíduo de mau aspecto, todo jeito de ser procurado pela polícia por um delito possivelmente grave, além do mais sugerindo ser o famoso elo perdido entre o homem e o macaco.

Antropólogos, virem essa ciência para lá, se enfiem de volta chaminé acima. Se é para assustar criança, prefiro aquele Vovô Índio dos integralistas, que Plínio Salgado tentou impingir à nação com que sonhava seus natais, se não brancos, ao menos verdes, muito verdes.

 
 
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