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Atualizado às: 27 de setembro, 2004 - 10h31 GMT (07h31 Brasília)
 
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Cabalando a cabala
 
Ivan Lessa
Madonna se reinventa e se reincarna de novo. Agora, é Ha-Malkah Esther, ou seja, rainha Esther, em hebraico.

Neste mês, foi com o marido, o escocês Guy Ritchie, que se diz cineasta, até o Muro das Lamentações, em Jerusalém, na companhia de perto de 2 mil seguidores da Kabbalah, uma das muitas modas que os americanos catam pelo mundo e logo em seguida distribuem para o mesmo mundo.

A cabala é um sistema filosófico-religioso judaico que compreende preceitos práticos, especulações de natureza mística, esotérica e taumatúrgica, me informa o dicionário Houaiss.

A cabala é marcada por uma doutrina da criação que afirma que o universo é uma emanação divina e empresta suprema importância à interpretação de textos do Antigo Testamento.

O estudo da cabala é histórico, sua atual popularidade uma ficção espalhada por Hollywood.

Basta citar o elenco estelar de supostos “seguidores” americanos da cabala: Winona Ryder, Britney Spears, Demi Moore, Roseanne Barr, a estilista Donna Karan etc.

Toda essa gente de fita vermelha amarrada no pulso esquerdo, dentro da tradição cabalística.

Parece aquela história do Senhor do Bonfim, que também pede fitinha colorida no pulso.

Madonna, ou rainha Esther, que já se utilizou de forma pouco convencional, digamos assim, de ícones religiosos católicos, para efeito de choque, é agora acusada de praticar a mesma forma de entretenimento com outra religião, o judaísmo.

No entanto, em Israel, Madonna foi enaltecida pelas autoridades turísticas quando, num evento de gala (e poderia ser de outra forma?), disse se dar conta que “é tão perigoso estar ali, quanto em Nova York”.

Frise-se: Madonna mora há alguns anos em Londres.

Durante a estada de Madonna em Israel, houve protestos diante de seu hotel, quando divulgaram a notícia de que a agora rainha Esther iria visitar o túmulo de sua xará bíblica, em Belém, na Cisjordânia, não se dando ao trabalho de se avistar com as comunidades palestinas que vivem atrás do controvertido “muro de segurança”.

Cantou-se Don´t cry for me, Palestina, até que a policia dispersou a multidão.

Fita do Senhor do Bonfim, além de mais simples, me parece mais sincero.

 
 
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