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Atualizado às: 10 de setembro, 2004 - 10h53 GMT (07h53 Brasília)
 
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Niver nefasto
 
Ivan Lessa
Sábado. O mundo registra a passagem do terceiro aniversário do 11 de setembro. Ou 9/11, à americana, como a data passou a ser conhecida.

Sabemos o que esperar. Menos aqui e ali. Aqui, em Londres, para ser preciso, é, no mínimo, controvertida a decisão tomada pelo grupo islâmico extremista conhecido como Al-Muhajiroun de, na zona leste da cidade, o East End, outrora cockney e hoje predominantemente asiática, promover uma convenção destinada a comemorar as vidas dos seqüestradores dos aviões que desencadearam a tragédia nos Estados Unidos.

Não satisfeito, o grupo extremista pretende ainda enaltecer a vida e os feitos de outros membros da Al-Qaeda.

O nome do líder do grupo é Omar Bakri, e o local da – se assim podemos chamá-la – convenção não vem sendo divulgado pelo mídia. Medida correta.

Basta imaginar a reação de outros grupos. Por exemplo: os grupos ferozmente anti-islâmicos que não distinguem entre o muçulmano sereno, trabalhador e cumpridor das leis do país e aquele que pretende comparecer à nefasta e mais do que inoportuna reunião de insensatos, para deles dizer o mínimo.

O secretário-geral da organização Al-Muhajiroun, Anjam Choudry, em declarações públicas, rejeitou as sugestões de que a convenção seria o enaltecimento dos seqüestradores, mas confirmou que, em seu decorrer, passariam vídeos de Osama bin Laden e seria discutida a questão da jihad, ou “guerra sagrada”.

Haverá também uma palestra dedicada aos líderes mortos da Al-Qaeda. Anjam Choudry invocou o direito de expressão acrescentando que é justificável apresentar visões diferentes tanto da Al-Qaeda quanto de Osama bin Laden daquelas que o Ocidente prefere mostrar.

O Ocidente, pelo menos em sua pequena facção da mesma região leste de Londres, já avisou que irá se expressar à sua maneira diante, e em cima, dos membros da organização extremista.

Trata-se da United British Alliance – a Aliança Britânica Unida –, que se diz, em sua página na Net, não anti-muçulmana, ou racista, mas simplesmente anti-terrorista.

A Aliança, que também tem seus elos com a barra mais pesada dos torcedores de futebol (vamos chamar logo de hooligans), já prometeu em declaração à imprensa: “É óbvio que muitos da rapaziada irão comparecer na expectativa, ao menos, de uma boa briga.”

Estas as perspectivas londrinas neste 10 de setembro. Ou 9/10.

 
 
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