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Elian Gonzalez sobreviveu ao naufrágio de um barco no litoral da Flórida, no mês passado, em que ele e sua mãe fugiam para os Estados Unidos. O garoto foi recebido por parentes e outras famílias de cubanos em Miami, que estão fazendo de tudo para que ele permaneça em solo americano. Os cubanos querem que Elian Gonzalez volte para morar com o pai e os avós. Assim como os anteriores, o protesto foi em frente ao escritório da missão norte-americana em Cuba. As manifestações foram as maiores ocorridas em Cuba em muitos anos. O caso se tornou emblemático das dificuldades da relação entre Cuba e os Estados Unidos. As rádios e a televisão cubana transmitiram ao vivo as manifestações e a imprensa oficial tem publicado cartas enviadas a Elian por crianças cubanas.
"Eu não conheço você, mas eu penso em você como um irmão ou um primo. Tenho duas coisas a lhe dizer: não se deixe comprar por dinheiro ou brinquedos", diz uma das cartas publicadas no jornal Juventude Rebelde. O presidente de Cuba, Fidel Castro está pedindo o retorno imediato do garoto e acusa o governo americano de sequestro. "O pequeno Elian vai voltar para o seu país, sua família, sua carteira na escola", Fidel Castro prometeu aos colegas de classe de Elian, que comemoravam o aniversário de seis anos sem a sua presença, na segunda-feira. "Ele é um herói de Cuba", disse Fidel. A questão foi parar na justiça norte-americana, que pode decidir pela permanência de Elian Gonzalez nos Estados Unidos. O advogado norte-americano Spencer Eig, contratado para defender os interesses do garoto cubano, diz que este é um caso para ser resolvido pela Convenção Internacional de Haia, na Holanda. A Convenção proíbe mandar uma criança de volta para um país onde há desrespeito aos direitos humanos. O advogado diz que o pai do garoto, Juan Miguel Gonzalez, que permanece em Cuba, deveria participar do processo na justiça, mas acha que o desejo da mãe de Elian, de que ele viva nos Estados Unidos, tem de ser levado em conta. O porta-voz do Departamento de Estado Norte-americano, James Foley, disse que o pai de Elian será contactado pelas autoridades da imigração norte-americana para ser informado dos direitos em questão no caso. Mas o governo cubano diz que não confia na imparcialidade dos tribunais da Flórida por causa do forte sentimento anti-Fidel da comunidade cubana exilada no estado. O gverno cubano diz que o retorno de Elian é uma condição para o prosseguimento de negociações cruciais sobre acordos de imigração entre os dois países, que vai acontecer em Havana no dia 13 deste mês. |
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