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![]() Astronautas não sabiam do perigo Um hacker quase botou em risco a vida de astronautas durante uma missão no espaço em 1997. A informação foi dada pela própria agência espacial americana. O hacker sobrecarregou os computadores, interferindo no sistema que monitorava o batimento cardíaco, o pulso e as condições de saúde dos astronautas a bordo do ônibus espacial que havia se acoplado à estação orbital russa MIR. O astronauta britânico Michael Foale estava nesta missão, mas não foi informado sobre o que estava acontecendo. Num programa de TV, ele disse ter ficado surpreso com as revelações. Somente no último ano, a agência espacial já sofreu mais de 500 mil ataques cibernéticos. Nos bastidores do poder em Washington, há temores de que a tão aclamada superioridade tecnológica americana a tenha feito um alvo fácil para seus inimigos. A inspetora geral da NASA, Roberta Gross, disse que o ataque só não foi pior porque a agência tem sistemas de defesa. Ela contou que a NASA mantém meios alternativos de comunicação com as naves por uma questão de segurança, mas que o ataque cibernético mostra que os hackers podem provocar danos reais em alguma missão da NASA, ou ameaçar os astronautas. Roberta Gros disse que a vulnerabilidade da agência espacial frente aos hackers é um problema que vem crescendo, e descreveu a Nasa como "um símbolo das fronteiras para os Estados Unidos que ainda estão abertas". Nivelamento tecnológico Para tentar evitar estes riscos, a NASA mantém sua própria equipe de cyber detetives, especialistas que têm como missão descobrir os intrusos. Esses detetives têm o poder legal de realizar prisões, trabalhando com ministérios de defesa e forças policiais do mundo todo. Mas, o Senador americano John Kyl fez a advertência: " Não se pode atacar os Estados Unidos frontalmente devido ao nosso poderio militar, por isso, foram descobertos os pontos fracos. A Internet e a confiança que temos na tecnologia abre flancos para que tanto os setores civis quanto militares sejam atacados, e nivela os países de uma maneira antes impensada." As últimas revelações da NASA acontecem pouco após o vírus de computador I love you ter contaminado quatro sistemas militares nos Estados Unidos. |
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