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03 de abril, 2000 Publicado às 22h10 GMT

Juiz considera que Microsoft violou leis antitruste
As ações da empresa caíram na expectativa de um veredicto desfavorável

O juiz norte-americano, Thomas Penfield Jackson, afirmou em seu julgamento final que a Microsoft violou as leis anti-truste dos Estados Unidos.

Segundo o veredicto,divulgado em Washington, a empresa, que produz 90% de todos os sistemas operacionais utilizados por computadores em todo o mundo, usou a sua posição no mercado para impedir a competição e tentou monopolizar o mercado de programas de navegação na Internet (browsers).

Ele considerou que a Microsoft violou a lei Sherman anti truste, ao incorporar o seu sistema de navegação na Internet - o Internet Explorer - ao sistema operacional Windows.

Apesar de ter dado um veredicto desfavorável à empresa fundada por Bill Gates, o juiz afirma que os acordos de marketing da Microsoft com outras empresas não são ilegais. A Microsoft dá descontos a empresas que comercializam exclusivamente os seus produtos.

O mesmo juiz, já havia divulgado um relatório preliminar em novembro, no qual ele considerava que a Micorsoft tinha abusado de sua posição.

Desde então, representantes da empresa e do governo tentam negociar um acordo, cujo fracasso foi anunciado no úiltimo sábado.

ações despencam

As ações da Microsoft despencaram em função da publicação iminente do veredicto. As ações fecharam na segunda registrando uma queda de mais de 15%.

Os advogados da empresa disseram que vão apelar da decisão e que estão confiantes de que os tribunais vão reverter a decisão.

"Vamos entrar logo com uma apelação contra este veredicto", disse o porta-voz da empresa, Tom Pilla.

O juiz Jackson deve levar mais dois ou três meses para decidir quais vão ser as sanções a serem impostas sobre a empresa, de propriedade de Bill Gates.

A sentença pode ser uma grande multa financeira, ou a temida divisão da empresa.

oferta

A Microsoft tentou há duas semanas conseguir um acordo com o governo, fora dos tribunais. Os principais pontos da proposta são:

  • Vender uma versão do Windows que não tivesse o Internet Explorer integrado ao sistema operacional.
  • Uniformizar os preços do Windows
  • Permitir o acesso de outros fabricantes de programas de computadores a mais códigos do Windows.
  • Empregar o acordo não apenas a versões de Windows para os consumidores privados, como também para sistemas operacionais vendidos a corporações (Windows NT ou Windows 2000).

Os advogados do governo, que junto com 19 estados da federação norte-americana, levaram a Microsoft à Justiça, recusaram a proposta.

 

 


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