14 de dezembro, 2008 - 19h27 GMT (17h27 Brasília)
Exércitos de três países africanos lançaram neste domingo uma ofensiva conjunta contra rebeldes ugandenses baseados no leste da República Democrática do Congo.
Segundo representantes militares de Uganda, tropas do país, além das do Congo e do Sudão participaram do ataque ao Exército de Resistência do Senhor (LRA, na sigla em inglês), na região de Garamba.
O líder do grupo, Joseph Kony, é procurado pelo Tribunal Criminal Internacional de Haia.
O governo ugandense vem tentando negociar um acordo de paz com o LRA, mas Kony exigiu a suspensão dos mandados de prisão contra ele e seus parceiros antes de aceitar qualquer proposta.
'Bem-sucedido'
Em um comunicado divulgado pelos serviços de inteligência de Uganda, do Congo e do Sudão na capital ugandense, Kampala, o ataque foi bem-sucedido.
"As três Forças Armadas destruíram o principal acampamento de Kony, ao atear fogo no local", disse o comunicado.
Um porta-voz dos rebeldes, David Nyekorach-Matsanga, disse à agência de notícias France Presse que o grupo vai reagir aos ataques, se a informação for confirmada.
"Eu me reuni com o presidente de Uganda (Yoweri Museveni) nesta semana e ele me garantiu que não haveria um ataque ao LRA", afirmou.
Correspondentes da BBC na região dizem que os governos locais vêm fechando o cerco ao líder rebelde nos últimos meses, por causa do fracasso das tentativas de negociação de trégua.
O LRA liderou uma revolta no norte de Uganda por mais de 20 anos, forçando o deslocamento de quase 2 milhões de pessoas.
O grupo é conhecido pela violência, particularmente a mutilação dos sobreviventes de seus ataques e o seqüestro de crianças, que são obrigadas a atuar no conflito armado.