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Tiroteio mata um na casa do presidente da Guiné-Bissau
 
João Bernardo Vieira, presidente de Guiné-Bissau
Presidente João Bernardo Vieira ligou para líder do Senegal
Um tiroteio neste domingo deixou pelo menos um morto em frente à residência do presidente de Guiné-Bissau, poucas horas depois que o resultado das eleições parlamentares do país foi anunciado. O presidente do país, João Bernardo Vieira, não foi ferido.

O ministro do Interior do país disse que a pessoa que morreu estava disparando contra a residência presidencial, na capital Bissau. Alguns guardas que estavam defendendo o presidente teriam ficado feridos.

Vieira telefonou para o presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, para dizer que soldados estavam atirando contra a sua casa.

"Eu recebi uma ligação do presidente Nino Vieira, que me disse que os soldados em frente à sua casa estavam disparando tiros e eu pedi para ele ser mais preciso. Ele me disse que eles estavam atirando contra a sua casa", disse Wade, em entrevista a uma rádio francesa.

Guiné-Bissau, um dos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), passou por eleições parlamentares na semana passada. O resultado foi contestado por um dos partidos, gerando temores de instabilidade política no país.

A Guiné-Bissau passou por uma série de golpes de Estado nas últimas décadas. Não está claro se o ataque deste domingo foi uma tentativa de golpe. Há relatos de que a cidade de Bissau está calma no momento.

Eleição conturbada

De acordo com a Comissão Eleitoral Nacional, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) conquistou 67 das 100 vagas no Parlamento.

O partido ligado ao presidente, o Partido Republicano pela Independência e Desenvolvimento (PRID), conquistou apenas três vagas.

O partido que tirou segundo lugar, com 28 vagas, o Partido da Renovação Social (PRS), contestou o resultado das eleições. O líder do PRS, o ex-presidente do país Kumba Ialla, disse que "nunca aceitará resultados fabricados".

Testemunhas disseram à agência de notícias Reuters que duas mortes também aconteceram em um tiroteio no distrito de Tchon de Pepel.

A União Africana manifestou-se contra "qualquer tipo de tentativa de obter o poder à força".

O porta-voz do bloco, El-Ghassim Wane, disse que a entidade está "muito preocupada com a situação" do país.

 
 
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