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Atualizado às: 06 de outubro, 2008 - 10h40 GMT (07h40 Brasília)
 
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Servidores públicos irão depor em caso contra Sarah Palin
 
Sarah Palin
Palin acusou Obama de relação com terroristas domésticos
Um grupo de sete funcionários do governo do Alasca irá testemunhar no caso de suspeito abuso de poder por parte da governadora do Estado e candidata a vice-presidente dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, Sarah Palin.

Conhecido como Troopergate, o caso investiga a acusação de que Palin teria cometido abuso de poder ao demitir o chefe da Segurança Pública do Alasca depois que este se recusou a demitir o cunhado de Palin, um agente de polícia que estava se divorciando da irmã da governadora.

Os sete funcionários haviam se recusado a prestar depoimento perante o Conselho Legislativo do Alasca, mas mudaram de opinião e irão depor no dia 10 de outubro, quando o investigador Steve Branchflower irá apresentar o caso.

Palin nega as acusações de abuso de poder e afirma que a decisão de demitir o agente e ex-cunhado Mike Wooten foi feita considerando as prioridades do orçamento do Estado.

Política partidária

Na última sexta-feira, um juiz no Alasca rejeitou uma ação apresentada por legisladores republicanos que acusava o Conselho de abusar de sua autoridade ao pedir a abertura da investigação.

Segundo o juiz Peter Michalski, "investigar a demissão de um oficial público está legitimamente dentro do escopo de poder de investigação do órgão".

Políticos republicanos afirmam que a investigação, que começou antes da nomeação de Palin a vice na chapa de McCain, acabou sendo comprometida por razões políticas.

O advogado dos cinco legisladores que tentaram apresentar a ação contestando a investigação afirmou que o momento e a maneira como o caso foi aberto "violam o direito afirmativo individual e constitucional de um tratamento justo".

Campanha

Ainda não está claro se Sarah Palin e seu marido, Todd Palin, irão prestar depoimento no caso.

Alguns analistas afirmam que a investigação pode prejudicar a campanha do candidato republicano à Presidência, John McCain.

A notícia sobre o testemunho dos funcionários públicos acontece depois de um final de semana de intensos ataques entre as campanhas de Barack Obama e John McCain.

Durante um discurso no Colorado no domingo, Sarah Palin acusou o candidato democrata de ligação com grupos "terroristas".

Ela se referiu à relação de Obama com William Ayers, um dos fundadores do grupo Weather Underground, que lançou uma campanha violenta contra a guerra do Vietnã e foi acusado por uma série de explosões nos EUA na década de 60.

Obama rejeitou as acusações e acusou o rival de querer se concentrar em "calúnias pessoais" em vez de se concentrar em assuntos de campanha.

Em um comício na Carolina do Norte, o democrata disse que McCain está ignorando a atual crise financeira global e se concentrando em ataques 'desonrosos' contra ele.

 
 
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