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Votação é retomada em Angola após dia de confusão
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As eleições parlamentares da Angola foram retomadas neste sábado pelo segundo dia após atrasos nos pontos de votação.
Na capital, Luanda, as seções eleitorais abriram às 7 da manhã do horário local (3 da manhã na hora de Brasília), segundo a mídia estatal. Um correspondente da BBC na cidade diz que há confusão sobre quais seções serão reabertas e se os funcionários eleitorais aparecerão para trabalhar. Esta é a primeira eleição da ex-colônia portuguesa em 16 anos, mas vem sendo marcada por problemas e confusão. Nesta sexta-feira, algumas seções abriram com atraso ou ficaram sem cédulas eleitorais e outras não tinham nem mesmo listas dos cidadãos com direito a voto, com os problemas sendo particularmente sérios na populosa capital. Problemas O líder do principal partido de oposição de Angola, a Unita (União Nacional para a Independência Total de Angola), Isaías Samakuva, pediu a realização de novas eleições, devido aos problemas. Samakuva teve um encontro com a direção da Comissão Eleitoral do país, na qual reclamou do caos na realização da eleição. “O sistema (eleitoral) praticamente entrou em colapso e temos que fazer algo para recuperar o processo”, disse Samakuva. “Isto
é uma bagunça.” Mas a comissão decidiu estender a votação por um segundo dia que não estava previsto e reabrir 320 seções. A comissão rejeitou críticas à sua organização e culpou autoridades locais pelos problemas. A diretora da missão de observadores da União Européia, Luisa Morgantini, inicialmente descreveu o pleito como desastroso, mas posteriormente disse que a confusão havia diminuído e que o comparecimento às urnas estava sendo alto. “A forma como as coisas funcionam na prática em Luanda, ou pelo menos em partes de Luanda, é bem problemática”, disse ela. Nesta eleição, a segunda da história de Angola, os eleitores estão indo às urnas para escolher novos representantes para a Assembléia Nacional.
Dez partidos - que incluem a Unita e o MPLA (Movimento para a Libertação de Angola), no poder - e quatro coligações disputam os votos de 8,3 milhões de eleitores nos dois dias de pleito, sexta-feira, 5 de setembro, e sábado, dia 6. Guerra civil O último pleito angolano, disputado em 1992, acabou trazendo de volta a guerra civil de 27 anos que atingiu o país desde sua
independência de Portugal. Na eleição de 1992, o MPLA garantiu 129 cadeiras no Parlamento, e a Unita ficou com 70. Os demais 21 assentos ficaram com partidos menores. Há uma expectativa de que o MPLA mantenha a sua maioria no Legislativo, mas a Unita pode obter uma boa votação, especialmente entre a população dos subúrbios de Luanda. A cidade teve um crescimento desordenado durante a guerra, recebendo refugiados das zonas rurais, que vivem em condições precárias, sem eletricidade e água encanada. Os resultados desta eleição devem ser divulgados em, no máximo, 15 dias. O pleito está sendo encarado como um "ensaio" para as eleições presidenciais, previstas para 2009. |
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