27 de agosto, 2008 - 15h33 GMT (12h33 Brasília)
Duas pessoas que seqüestraram um avião no Sudão se renderam nesta quarta-feira depois de negociações com autoridades da Líbia, onde a aeronave aterrissou.
O Boeing 737 da empresa sudanesa Sun Air, com 95 pessoas a bordo, foi seqüestrado na terça-feira poucos minutos depois de decolar da cidade de Nyala, na região de Darfur, no oeste do Sudão.
Antes de se entregar, os seqüestradores já haviam libertado todos os passageiros e mantinham apenas a tripulação refém.
O governo do Sudão pediu à Líbia que os seqüestradores sejam extraditados.
Grupo rebelde
O avião tentou inicialmente aterrissar no Cairo, no Egito, mas não recebeu permissão. Os seqüestradores exigiram então que a aeronave fosse abastecida na cidade de Kufra, no deserto da Líbia, com combustível suficiente para viajar até a França.
Ainda não há confirmação da identidade dos seqüestradores.
O diretor do aeroporto de Kufra disse à agência de notícias líbia Jana que eles alegaram ser do Exército da Libertação do Sudão, um grupo rebelde de Darfur que luta contra tropas e milícias ligadas ao governo.
O líder do momento, Abdel Wahid Mohammed Nur, negou qualquer envolvimento com os seqüestradores.
O oásis de Kufra fica em uma remota região a cerca de 1,7 mil km de Trípoli, a capital da Líbia.
Na área de fronteira, Kufra é usada como corredor para missões humanitárias que atendem a refugiados de Darfur.
Segundo a correspondente da BBC em Trípoli Rana Jawad, o local também é usado como ponto de passagem para imigrantes ilegais.