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Atualizado às: 20 de agosto, 2008 - 02h51 GMT (23h51 Brasília)
 
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México pede maior compensação por filial da Cemex
 
Fábrica da Cemex em Maracaibo, Venezuela
A Cemex é uma das maiores fabricantes de cimento do mundo
O México pediu à Venezuela para oferecer uma compensação mais alta pela filial venezuelana da fabricante de cimento mexicana, Cemex, expropriada pelo governo do presidente Hugo Chávez na segunda-feira.

O Ministério do Exterior do México disse que a empresa pode contar com o apoio do governo em qualquer conversação sobre a nacionalização que Chávez deve formalizar em breve.

Na tarde de segunda-feira, o vice-presidente venezuelano, Ramón Carrizales, disse que a Cemex queria US$ 1,3 bilhão por seus ativos, mas o governo considerou um valor excessivo.

A Cemex é uma das maiores fabricantes de cimento do mundo.

Chávez disse que nacionalizar a indústria vai ajudar a combater a escassez de moradias na Venezuela, que atribui, em grande parte, à exportação de cimento pelo país.

A oposição venezuelana afirma que o problema são as políticas do governo de Chávez.

A Cemex surgiu em Monterrey em 1906, opera atualmente em mais de 50 países e tem vendas anuais de US$ 15 bilhões.

Outras duas empresas do setor, a suíça Holcim e a francesa Lafarge chegaram a acordos com o Estado, e deverão se manter no país como sócios minoritários nas empresas.

A Lafarge vendeu 89% de suas ações por cerca de US$ 267 milhões, e a Holcim se desfez de 85% de suas ações, devendo receber US$ 552 milhões.

 
 
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