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Explosão no sul do Irã deixa oito mortos
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Pelo menos oito pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas neste sábado em uma explosão em uma mesquita na cidade de Shiraz,
no sul do Irã, de acordo com informações da imprensa iraniana.
Segundo a agência de notícias Fars, a condição de pelo menos três feridos é grave e o número de mortos poderá aumentar. A agência oficial Irna divulgou que muitas pessoas haviam se ferido, mas disse não haver dados oficiais sobre mortes. Agentes oficiais e da milícia Basij isolaram a área. Ambulâncias e bombeiros estão no local prestando socorro às vítimas. Os canais de televisão fizeram apelos para os habitantes de Shiraz doarem sangue aos feridos e informaram que todos os enfermeiros da cidade foram convocados para trabalhar. Nenhum grupo reivindicou a autoria da explosão e as autoridades locais disseram que a causa ainda está sob investigação. Segundo a agência Fars, a força da explosão, que ocorreu por volta de 21h (13h30 em Brasília) fez tremer casas a mais de um quilômetro da mesquita. Ataques isolados Shiraz, uma cidade histórica a 900 km ao sul de Teerã, é um importante ponto turístico do país, mas ainda não havia sido atingida na série de ataques isolados que vêm ocorrendo no Irã nos últimos anos. O Irã tem enfrentando diversas insurgências de inspiração étnica ou religiosa, que lançaram alguns ataques com mortes nos últimos anos, mas nenhuma delas parece representar uma ameaça séria ao governo. Segundo a Fars, a maioria das pessoas que estavam dentro do centro religioso eram meninos e meninas filiados à associação Rahpoyan-e Vesal, que realiza encontros semanais todo sábado. A explosão teria ocorrido durante o sermão de um clérigo, Hojatoleslam Anjavinejad, contra o Wahhabismo. Ele também teria atacado os praticantes da fé Bahaí, grupo que já foi a principal minoria não-islâmica do Irã. Wahhabismo é uma versão conservadora do islamismo sunita praticada em vários pontos da Pensínsula Arábica, de forma mais notória pela família real saudita; a fé Bahaí é vista como uma prática herética pelas autoridades religiosas do Irã. O último grande ataque ocorreu em fevereiro do ano passado em Zahedan, no sudeste do país, deixou 13 mortos e foi atribuído a sunitas separatistas. |
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