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EUA acusam Irã de ameaçar navios americanos
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Autoridades militares americanas acusaram nesta segunda-feira embarcações iranianas de terem ameaçado navios da Marinha americana
que navegavam no fim de semana pelo estreito de Hormuz, entre a Península Arábica e o Irã.
Segundo as autoridades americanas, cinco lanchas iranianas interferiram com três navios da Marinha americana, aproximando-se delas e enviando mensagens de rádio ameaçando explodi-las. Os marinheiros americanos estavam prestes a abrir fogo contra as lanchas, quando elas recuaram, de acordo com a versão americana. A Casa Branca advertiu o Irã nesta segunda-feira contra “atos provocadores que podem levar a um incidente perigoso”. Já o governo iraniano minimizou a importância do episódio, descrito como uma "ocorrência corriqueira" pelo porta-voz do Ministério do Exterior, Mohammad Ali Hosseini. "Trata-se de uma ocorrência corriqueira que acontece de tempos em tempos dos dois lados", disse Hosseini à agência oficial iraniana IRNA. A imprensa oficial também sugeriu que Washington esteja exagerando no relato do que aconteceu no estreito de Hormuz. Meia-volta O porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman, disse que as lanchas iranianas estavam operando a "distâncias e velocidades que mostravam um comportamento imprudente, perigoso e potencialmente hostil". Segundo Whitman, pelo menos algumas das lanchas estavam visivelmente armadas. As lanchas teriam chegado a cerca de 200 metros de distância das embarcações americanas, segundo afirmou um funcionário do Pentágono à agência de notícias France Presse. “Estamos chegando em vocês. Vocês explodirão em um par de minutos”, teriam dito os iranianos pelo rádio, segundo as autoridades americanas. Os marinheiros americanos assumiram posições de combate e o capitão de um dos navios estava prestes a ordenar um ataque, quando as embarcações iranianas teriam dado meia-volta. O incidente ocorreu entre a noite de sábado e a manhã de domingo. Autoridades americanas identificaram os barcos iranianos como propriedade da Guarda Revolucionária do Irã. Uma fonte da Guarda Revolucionária do Irã confirmou à agência iraniana Fars que as lanchas envolvidas no incidente faziam parte das suas forças navais, mas também negaram que tenha ocorrido qualquer coisa "fora do normal". Segundo essa fonte, as lanchas iranianas estavam patrulhando as embarcações que entravam e saíam do Golfo Pérsico e questionaram os navios americanos quando eles se aproximaram de águas territoriais "como o usual". "Os navios americanos, assim como no passado, deram o número (de identificação) dos seus barcos e continuaram o seu caminho sem qualquer ocorrência incomum", disse a fonte. A Guarda Revolucionária do Irã, criada em 1979 para defender o sistema islâmico do país, é considerada "proliferadora de armas de destruição em massa" pelo governo americano. O Pentágono insiste, porém, que as três embarcações - identificadas como o cruzador USS Port Royal, o contratorpedeiro USS Hopper e a fragata USS Ingraham - estavam em águas internacionais. Em março, integrantes da Guarda Revolucionária capturaram 15 marinheiros britânicos e os mantiveram em seu poder por quase duas semanas. Na ocasião, o Irã alegou que os britânicos haviam invadido as suas águas, mas a acusação foi negada pela Grã-Bretanha. O episódio acontece em meio a um momento de tensão entre os Estados Unidos e o Irã sobre o programa nuclear iraniano e no momento em que o presidente americano, George W. Bush, se prepara para embarcar para o Oriente Médio, nesta quarta-feira. |
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