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Atualizado às: 08 de dezembro, 2007 - 23h21 GMT (21h21 Brasília)
 
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Irã: Relatório dos EUA mostra espionagem
 
Instalação nuclear em Isfahan, no Irã
O Irã afirma que seu programa nuclear visa apenas gerar energia
O Irã enviou uma carta formal de protesto aos Estados Unidos, acusando os americanos de espionarem as atividades nucleares do país.

O ministro do Exterior iraniano, Manouchehr Mottaki, afirmou que a carta foi enviada em resposta ao relatório dos serviços de inteligência americanos sobre o programa nuclear do Irã, que concluiu que o país paralisou seu programa de armas nucleares em 2003, divulgado no início da semana.

Mottaki afirmou que o relatório tem "fatos e mentiras" e negou que o Irã já tenha tido um programa de fabricação de armas nucleares.

"70% do relatório americano é verdadeiro e positivo, os restantes 30%, nos quais eles alegam que o Irã tinha um programa de armas nucleares antes de 2003, está errado", disse Mottaki em um discurso aos estudantes de uma universidade neste sábado.

"Eles se recusam a confessar a respeito dos 30%, pois não querem perder sua reputação ou por algum motivo parecido", acrescentou.

O ministro iraniano também afirmou que o relatório dos serviços de inteligência americano revelou a extensão do uso de satélites de vigilância pelos Estados Unidos e outras atividades de espionagem.

Explicações

Mottaki afirmou que o relatório dos EUA tem 'fatos e mentiras'
Mottaki afirmou que o relatório dos EUA tem 'fatos e mentiras'
Mottaki afirmou que o Ministério do Exterior enviou a carta à embaixada da Suíça, que lida com as relações entre o Irã e os Estados Unidos já que não há presença diplomática americana em Teerã, na segunda-feira, dia que o relatório foi divulgado.

A carta pede por "explicações a respeito da espionagem dos Estados Unidos", disse o ministro.

Os Estados Unidos acusavam os iranianos de desenvolver seu programa nuclear com o objetivo de criar armas, mas o governo em Teerã sempre negou isso e argumentou que só busca a tecnologia para fins pacíficos.

O resumo do relatório, divulgado na segunda-feira, indica que é improvável que o Irã tenha urânio enriquecido suficiente para fabricar uma bomba atômica até pelo menos 2010.

O documento, que se baseia em dados coletados por 16 agências de inteligência americanas, indica com "muita confiança" que o Irã paralisou seu programa para desenvolver armas nucleares em 2003 "em resposta à pressão internacional".

O Irã aprovou o relatório, mas os Estados Unidos afirmam que o país ainda é uma ameaça.

O governo americano pediu que a comunidade internacional continuasse pressionando o Irã para que o país paralise o enriquecimento de urânio.

 
 
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