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Bush veta lei que ampliaria seguro saúde de crianças | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, vetou nesta quarta-feira uma lei que iria ampliar um programa de plano de saúde para crianças de famílias de baixa renda, depois de a lei ter sido aprovada por ampla maioria no Senado. Bush afirma que a lei vetada levaria o programa além de sua proposta original. A lei tinha como proposta aumentar os impostos sobre cigarros para fornecer mais US$ 35 bilhões a planos de saúde para cerca de 10 milhões de crianças. Na votação no Senado americano, na semana passada, 18 senadores republicanos se juntaram aos democratas e aprovaram a legislação por 67 votos a favor, com apenas 29 votaram contra. Já na Câmara dos Representantes, o projeto foi aprovado por 265 a 159, distante da maioria de dois terços necessária para impedir um veto presidencial. Esta foi a quarta vez que Bush usou seu poder de veto durante sua presidência. Segundo analistas, a questão dos planos de saúde para crianças deverá se transformar em um dos grandes temas da campanha presidencial em 2008. Apoio público O Programa Estatal de Seguro Saúde para Crianças (SCHIP, na sigla em inglês) atualmente subsidia planos de saúde para cerca de 6,6 milhões de pessoas nos Estados Unidos. O objetivo do SCHIP é atender famílias que não podem pagar um plano de saúde particular, mas cuja faixa salarial está acima do permitido para se qualificarem para o programa de saúde para famílias mais pobres, o Medicaid. Bush afirmou que quer um aumento de apenas US$ 5 bilhões no financiamento do programa. O presidente americano disse que um outro aumento na cobertura do programa poderia incentivar as pessoas que atualmente estão no setor privado a trocar os seus planos de saúde pelo do governo. Segundo correspondentes, o veto de Bush pode se provar pouco popular. Uma pesquisa de opinião do jornal Washington Post e da rede de televisão ABC News sugeriu que mais de sete entre dez americanos apóiam o aumento de US$ 35 bilhões proposto na lei. União Os democratas já disseram que vão tentar convencer outros congressistas republicanos a mudar de lado para tentar derrubar o veto de Bush. Mas o líder dos republicanos no Congresso, Roy Blunt, disse que tem "total confiança" de que pode evitar a derrubada do veto. O senador republicano Trent Lott disse que os dois partidos deveriam chegar a um meio-termo, uma vez que a lei já foi vetada, segundo a agência de notícias Associated Press. "Não devemos permitir que o programa seja ampliado pessoas com níveis de renda cada vez mais altos ou para adultos. O programa atende a crianças pobres", disse. Mas muitos republicanos poderão sentir a pressão da opinião pública antes das eleições para o Congresso em novembro de 2008. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Orçamento de Bush prevê mais gastos militares e cortes na saúde05 de fevereiro, 2007 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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