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Guardas do Muro de Berlim 'atiravam para matar' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Guardas de fronteira da Alemanha Oriental durante a Guerra Fria recebiam ordens explícitas para atirar para matar pessoas que tentavam fugir para o lado Ocidental, inclusive crianças, disse a administradora dos arquivos da polícia alemã oriental, Stasi. Um documento recém-descoberto é a evidência mais concreta já encontrada de que o regime comunista tinha esse tipo de política, afirmou Marianne Birthler. Isso contraria declarações de antigos líderes da Alemanha Oriental. O documento, de sete páginas, datado de 1 de outubro de 1973, foi encontrado em um arquivo da cidade de Magdeburg. "Não hesite em usar arma de fogo, inclusive quando a violação da fronteira envolver mulheres e crianças, de quem os traidores freqüentemente tomam proveito", diz o texto. Oficialmente, as normas para o patrulhamento da fronteira diziam que o uso de armas deveria ser considerado "uma medida extrema". Mas Birthler disse que o novo documento prova que o alto escalão do regime esperava que desertores fossem mortos. Vários antigos guardas da fronteira foram julgados nos anos que se seguiram à queda do governo alemão oriental, em 1990, mas a maioria recebeu apenas sentenças suspensas. Grupos de defesa das vítimas estimam que mais de 1,2 mil pessoas morreram tentando escapar da Alemanha Oriental para a parte Ocidental. O Muro de Berlim foi construído em 1961. |
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