15 de maio, 2007 - 22h01 GMT (19h01 Brasília)
Autoridades indianas disseram nesta terça-feira que apenas uma gigante operação de limpeza com uso de argila pode fazer o famoso Taj Mahal – hoje amarelado pela poluição – voltar a exibir o esplendoroso branco-mármore.
Partículas de poluição acumuladas desde o século 17 mudaram a cor do mausoléu de mármore, construído pelo imperador Shahjahan para sua esposa.
Um relatório apresentado no Parlamento indiano recomenda cobrir o prédio de argila para retirar as impurezas da superfície.
A operação não é barata. A restauração custaria US$ 230 mil (cerca de R$ 460 mil).
'Glória prístina'
"Para recuperar a glória prístina do Taj Mahal, como medida de conservação, o tratamento com pacotes de argila, que é não-corrosivo e não-abrasivo, deveria ser usado para a remoção dos depósitos", informa o relatório.
Depois que a mistura de argila seca naturalmente, cada camada é retirada e, com ela, as partículas de poluição. O processo todo levaria cerca de dois meses.
O texto recomenda que a aplicação de argila se torne freqüente para evitar que a superfície volte a ficar amarelada.
Há dez anos, a Suprema Corte da Índia ordenou o fechamento de milhares de fundições próximas ao Taj Mahal, para evitar que fumaças poluíssem ainda mais o mausoléu.
Veículos precisam passar a, no mínimo, dois quilômetros de distância do monumento. Os cerca de três milhões de turistas que visitam o Taj Mahal por ano usam riquixás ou ônibus movidos a bateria.