02 de abril, 2007 - 00h36 GMT (21h36 Brasília)
Um tsunami atingiu o litoral das Ilhas Salomâo, no Oceano Pacífico, depois de um terremoto submarino que chegou a oito graus na escala Richter.
Ondas gigantes teriam atingido a costa das ilhas mais a oeste do arquipélago. Informações não confirmadas dão conta do desaparecimento de quatro pessoas.
Indonésia, Austrália, Papua Nova Guiné e outras ilhas no Pacífico estão sob alerta de tsunami.
O maremoto atingiu as Ilhas Salomão por volta das 7h40 desta segunda-feira no horário local (16h40 de domingo, em Brasília).
O epicentro do tremor que provocou as ondas estava 345 quilômetros a noroeste da capital do arquipélago, Honiara, que fica a nordeste da Austrália, e a dez quilômetros da superfície do mar, de acordo com a agência americana de pesquisas geológicas.
'Inundações'
O sargento Godfrey Abiah, da polícia das Ilhas Salomão, disse que as ondas atingiram a cidade de Gizo, que fica a apenas 45 quilômetros do epicentro do tremor.
Ele afirmou que os policiais em Gizo tentavam convencer os moradores a fugirem do litoral quando o tsunami se abateu sobre a ilha. Toda a comunicação foi cortada a partir de então.
"Perdemos o contato por rádio com duas delegacias de lá e não temos uma noção exata da situação", disse o policial à agência de notícias Associated Press.
Um dos coordenadores para desastres das Ilhas Salomão, Julian McLeod, disse que duas ilhas teriam sido completamente inundadas.
"Temos informações de que quatro pessoas desapareceram", disse McLeod.
No Japão, foram divulgadas notícias da morte de três pessoas.
O Centro de Alerta de Tsunamis no Pacífico afirmou que as autoridades de países com litorais nessa região devem tomar as medidas necessárias.
"Um terremoto dessa magnitude tem o potencial de gerar um tsunami destrutivo que pode atingir a costa dos países próximos ao epicentro em questão de minutos ou horas", diz o alerta.
A agência de meteorologia do Japão está analisando a possibilidade de as ondas gigantes atingirem o litoral japonês, de acordo com a imprensa japonesa.
Especialistas no Havaí também estão acompanhando a situação de perto.