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Candidatos pedem recontagem de votos no Timor Leste | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Timor Leste, José Ramos Horta, aderiu aos pedidos de recontagem de votos do primeiro turno das eleições presidenciais do país. Ramos Horta é candidato por um partido independente, e disse que está preocupado com as alegações de irregularidade e intimidação de votos. Outros cinco dos oito candidatos entraram com um protesto, pedindo a recontagem, junto às autoridades eleitorais na quarta-feira. Segundo os resultados preliminares das contagens, o primeiro-ministro conseguiu quase 23% dos votos. Francisco "Lu-Olo" Guterres, do partido Fretilin, conseguiu quase 29%. Os dois devem se enfrentar no segundo turno das eleições no dia 8 de maio, apesar de os resultados do primeiro turno não serem divulgados antes do início da próxima semana. Observadores Observadores internacionais, incluindo da ONU e da União Européia, descreveram as eleições de segunda-feira como calmas em geral, ordeiras e pacíficas, com grande comparecimento às urnas. Mas cinco dos candidatos alegaram que a eleição tinha sido prejudicada por intimidações de eleitores e irregularidades na contagem. Ramos Horta afirmou que estava alarmado com o fato de 150 mil eleitores - cerca de 30% do total de registrados - não terem comparecido. "Tem que haver uma investigação. Peço à ONU pela explicação", disse. A Comissão Eleitoral Nacional deve se reunir nesta quinta-feira para discutir a possibilidade de recontagem. O porta-voz da comissão, Martinho Gusmão, afirmou que uma recontagem não deve afetar de forma drástica o resultado. "Nenhum candidato vai vencer com mais de 30%", afirmou. Esta foi a primeira eleição presidencial no Timor Leste desde sua independência da Indonésia em 2002. Muitos esperavam que esta votação fosse colocar fim à tensão política e instabilidade que estão prejudicando o novo país. O temor é de que a incerteza prolongada a respeito da eleição pode desencadear mais violência. Mas os temores semelhantes de problemas durante o primeiro turno se mostraram infundados. |
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