http://www.bbcbrasil.com

22 de fevereiro, 2007 - 12h14 GMT (10h14 Brasília)

Soldado dos EUA admite estupro de iraquiana de 14 anos

Mais um soldado americano se declarou culpado de ter participado do estupro coletivo de uma menina iraquiana de 14 anos e de assassinar a vítima e a família dela, em Mahmudiya, ao sul de Bagdá, em março.

O sargento Paul Cortez admitiu nesta quarta-feira ter participado de quatro assassinatos, estupro e conspiração para estupro. Ao admitir a culpa, Cortez escapou da condenação à morte.

Em novembro, o soldado James Barker, de 24 anos, havia admitido ter participado do estupro e dos assassinatos em Mahmudiya, e foi condenado a 90 anos de prisão.

O sargento Cortez chorou ao confessar ter estuprado a menina enquanto o pai, a mãe e a irmã dela, de cinco anos, eram mortos a tiros em outro quarto.

Cortez disse que o plano do ataque à família foi traçado enquanto os soldados jogavam cartas, e que a menina foi escolhida porque havia apenas um homem na casa, fazendo dela um alvo fácil.

Ele confessou ter planejado o estupro de Abeer Qassim al-Janabi com três outros soldados, Barker, Jesse Spielman e Steven Green, que foi dispensado do Exército por problemas psicológicos.

Green está preso e aguarda julgamento por um tribunal civil.

Spielman e um quinto homem, Bryan Howard, estão esperando julgamento por uma corte marcial por acusações relacionadas ao ataque.

Todos os cinco homens pertenciam à 2ª Brigada de 101ª Divisão Aerotransportada, um grupo de elite do Exército americano baseado no Estado de Kentucky, onde os julgamentos estão acontecendo.

“Durante o tempo em que eu e Barker estávamos estuprando Abeer, eu ouvi cinco ou seis tiros vindos do quarto”, disse Cortez.

“Quando Barker terminou, Green saiu do quarto e disse que tinha matado todos eles, que todos estavam mortos.”

“Green então se colocou entre as pernas de Abeer para estuprá-la. Quando Green terminou, ele levantou e atirou duas ou três vezes na cabeça de Abeer”, disse Cortez.

O ataque durou cerca de cinco minutos e a menina sabia que sua família tinha sido morta enquanto era estuprada, de acordo com o sargento.