27 de janeiro, 2007 - 18h21 GMT (16h21 Brasília)
O primeiro-ministro britânico Tony Blair afirmou que o Conselho de Segurança da ONU precisa incluir o Brasil.
Durante um discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, Blair afirmou que o conselho será mais efetivo se incluir países como Brasil, Alemanha, Japão e Índia, além de nações africanas e muçulmanas.
"Um Conselho de Segurança da ONU sem a Alemanha, Japão, Brasil ou Índia, para não citar nações africanas ou muçulmanas, como membros permanentes irá, com o tempo, não apenas perder a legitimidade aos olhos do mundo, mas inibir seriamente ações efetivas", disse.
"De qualquer forma, podemos ter algum mecanismo de ligação, talvez o status semi-permanente sem veto, para um conselho reformado. Mas isto deve ser feito", acrescentou.
Abrangente
Blair fez um discurso abrangente neste sábado em Davos, tratando da possível reforma no Conselho de Segurança da ONU, mudança climática e comércio internacional.
As grandes potências do comércio mundial devem chegar a um acordo para o comércio global dentro dos próximos meses, mas o acordo não é totalmente certo, segundo o premiê britânico.
"Acredito que, agora, é mais provável do que improvável, mas não é certeza de que vamos chegar a um acordo dentro de poucos meses", disse.
"Os países estão se unindo, há uma retomada da energia política e iniciativa e um reconhecimento maior das horríveis conseqüências do fracasso", afirmou.
Blair afirmou também que uma grande evolução dos objetivos de longo prazo na questão de mudança climática pode estar próxima.
O primeiro-ministro acredita que esta evolução será possível graças a uma "mudança específica" na atitude dos Estados Unidos.
Blair parabenizou a chanceler alemã Angela Merkel, por concentrar o período que a Alemanha ocupa a presidência rotativa da União Européia na questão da mudança climática e o comprometimento da Índia e da China. E também citou a possibilidade de um novo acordo.
"A presidência alemã do G8 nos dá a oportunidade de concordar, pelo menos em princípio, com um novo acordo internacional obrigatório que entre em prática quando o Protocolo de Kyoto expirar em 2012", disse.