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Países do Golfo Pérsico vão ter cooperação nuclear | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Seis países do Golfo Pérsico anunciaram neste domingo que estudam a possibilidade de desenvolver um programa nuclear com fins pacíficos. A declaração foi feita por Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes, ao final de um encontro na capital saudita, Riad, para discutir temas ligados à defesa. “Os Estados da região têm o direito de possuir tecnologia de energia nuclear para fins pacíficos, no contexto de acordos internacionais pertinentes”, disse um comunicado emitido pelos países. A nota vem em meio a pressões para que o Irã suspenda seu programa de enriquecimento de urânio, que Teerã afirma ser para fins pacíficos, mas que poderia encobrir a tentativa de desenvolver armas nucleares, segundo os países ocidentais. Em seu comunicado, os países do Golfo pediram ao Irã que colabore com a comunidade internacional para arrefecer as tensões. Mas eles sustentaram que Israel – país que muitos dizem ter armas nucleares, mas que nega o fato – deveria assinar o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. Mal-entendido O ministro saudita do Exterior, príncipe Saud al-Faisal, disse que o anúncio da cooperação no setor nuclear tinha por objetivo evitar um “mal-entendido” em relação à finalidade da empreitada. “Não se trata de uma ameaça. É um anúncio para que não haja mal-entendido em relação ao que estamos fazendo. Não estamos fazendo nada em segredo. Estamos fazendo abertamente”, declarou o príncipe, segundo a agência France Presse. “Nossa política é ter uma região sem armas de destruição em massa, por isso pedimos que Israel renuncie (às supostas armas nucleares)”. De acordo com a agência Reuters, um relatório divulgado no mês passado afirma que pelo menos seis países árabes – não necessariamente do Golfo Pérsico – já desenvolvem programas nucleares para diversificar suas fontes energéticas. O documento, Middle East Economic Digest, afirma que Arábia Saudita, Egito, Marrocos e Argélia demonstraram interesse em desenvolver energia atômica para abastecer estações de dessalinização de água. Planos semelhantes dos Emirados Árabes e da Tunísia estão ainda em estágio inicial, disse a agência. |
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