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Atualizado às: 29 de novembro, 2006 - 18h22 GMT (16h22 Brasília)
 
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Francês é preso por tentar vender 'cabelo de faraó'
 
Múmia de Ramsés II
A múmia de Ramsés foi levada para a França em 1976
Um homem foi preso na França nesta terça-feira depois de tentar vender na internet o que ele alegava serem chumaços de cabelos do faraó Ramsés 2º.

Jean-Michel Diebolt, um carteiro francês de 50 anos da cidade de Grenoble, disse que recebeu os cabelos de seu pai, que trabalhou em uma empresa estatal envolvida com a restauração da múmia na década de 1970.

Na internet, ele dizia ter “chumaços de cabelo da múmia de Ramses 2º” à venda por dois mil euros (cerca de R$ 5,7 mil) e que podia provar a autenticidade com fotos, certificados, resina usada no processo de mumificação e bandagens.

A polícia encontrou chumaços de cabelo em pequenos sacos plásticos na casa de Diebolt e especialistas disseram que é possível que as alegações do francês sejam verdadeiras.

“Infelizmente isso pode mesmo ser verdade. Se for esse o caso, se trata de um escândalo. Seria deplorável e inaceitável”, disse Christian Leblanc, um arqueólogo especialista em Ramsés 2º, em entrevista à agência de notícias France Presse.

Viagem

Ramsés 2º é um dos faraós egípcios mais famosos. Ele governou o Egito entre 1279 e 1213 a.C.

O seu corpo mumificado foi enviado à França em 1976 para que um tratamento com radiação eletromagnética impedisse que ele fosse destruído por fungos.

Para ser transportado à França, Ramsés teve um passaporte egípcio expedido e foi recebido em Paris com uma cerimônia digna de um rei, na única ocasião em que uma múmia tão importante deixou o Egito.

A estatal onde o pai do homem envolvido teria trabalhado, o Comissariado de Energia Atômica da França (CEA), confirmou que recebeu amostras de cabelo, resina e bandagem da múmia de Ramsés, enviadas pelo Museu do Homem, de Paris, para cerca de 40 laboratórios franceses. Segundo o CEA, no entanto, os fragmentos teriam caído da múmia durante seu transporte.

O chefe do Conselho Supremo Egípcio de Antiguidades, Zawi Rahass, disse à france Presse que “caso esses elementos sejam autênticos, seria um escândalo que poderia abalar as relações entre Egito e França”.

 
 
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