25 de setembro, 2006 - 23h36 GMT (20h36 Brasília)
Uma investigação realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) encontrou novas evidências de que o ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri foi assassinado por um suicida.
Hariri foi morto em fevereiro de 2005, em um ataque com um carro-bomba no centro de Beirute, capital do Líbano.
Segundo relatório do principal responsável pela investigação, o belga Serge Brammertz, os investigadores acreditam que um homem morto no atentado teria detonado a bomba no caminhão que matou Hariri.
O relatório diz ainda que há novas pistas sobre quem teria sido o mandante do crime, mas não dá mais detalhes.
Os apoiadores de Hariri culparam a Síria por seu assassinato. O governo sírio nega qualquer envolvimento nos ataques, que mataram 23 pessoas.
O relatório foi entregue ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, nesta segunda-feira.
Os investigadores acreditam que o suicida detonou 1,8 mil quilos de explosivos de dentro ou na frente do caminhão.
Conforme o relatório, com base nos 32 restos mortais supostamente pertencentes ao suicida encontrados no local do ataque, acredita-se que o homem tinha entre 20 e 25 anos.
Síria
O antigo responsável pelo inquérito, Detlev Mehlis, acusava a Síria de obstruir a investigação.
Segundo Brammertz, a cooperação da Síria tem sido satisfatória.
No entanto, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton, afirmou que esse último relatório não significa que a Síria esteja livre de suspeitas.
A morte de Hariri provocou manifestações contra a Síria no Líbano.
Apesar de negar envolvimento nos ataques, Damasco acabou cedendo à pressão internacional e retirou suas tropas do Líbano em 2005, depois de quase 30 anos de presença militar no país.
Na sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU terá uma reunião para discutir o relatório.