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Atualizado às: 23 de setembro, 2006 - 08h44 GMT (05h44 Brasília)
 
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Sonda japonesa investiga explosões no Sol
 
Sol
Magnitude das explosões solares intrigam os cientistas

Cientistas aguardam com otimismo o resultado da missão Solar-B que esperam revelar mistérios das enormes explosões que ocorrem na atmosfera solar.

A sonda, lançada na manhã deste sábado da estação espacial de Uchinoura, no Japão, vai analisar, a partir de uma órbita terrestre, as colossais explosões conhecidas como chamas solares.

Em apenas alguns minutos, essas explosões liberam energia equivalente a milhões de bombas de hidrogênio.

A missão japonesa vai tentar entender o mecanismo de ignição destas explosões. Com a Solar-B, os cientistas esperam passar a conhecer melhor a ação dos campos magnéticos existentes na atmosfera solar, tidos como responsáveis pelas chamas solares.

Interferência

A radiação e partículas super velozes emitidas por estas magníficas explosões, são enviadas na direção da Terra, interferindo em transmissões radiofônicas, queimando componentes sensíveis de satélites espaciais e prejudicando a saúde dos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional.

Explosões na superfície do sol
As chamas solares podem afetar o meio ambiente terrestre

Tetsuya Watanabe, um dos cientistas do Observatório Astronômico Nacional do Japão, disse que a Solar-B vai observar o Sol de uma posição privilegiada: "Em duas ou três semanas a sonda entrará na chamada órbita polar sincronizada como Sol. De lá, a Solar-B poderá observar o Sol sem entrar em nenhum período noturno durante oito meses."

O Sol é como se fosse um enorme imã que se contorce constantemente, e quando campos magnéticos que emergiram da superfície da estrela entram em alinhamento, há uma gigantesca liberação de energia.

A explosão libera uma intensa radiação e uma enorme quantidade de partículas que são violentamente expelidas em direção ao espaço.

Microscópio

Segundo os cientistas, algumas destas partículas, viajando a uma incrível velocidade, são capazes de levar apenas 10 minutos para percorrer os 149 milhões de quilômetros que separam o Sol da Terra.

Explosões solares
Cientistas esperam poder prever as explosões com antecedência

Com o conhecimento a partir das observações a serem feitas pela Solar-B, os cientistas esperam poder prever a ocorrência destas explosões.

"A Solar-B fuciona como um miscroscópio, investigando pequenos detalhes da ação dos campos magnéticos na formação destas chamas", disse a cientista Louise Harra, do Laboratório Mullard de Ciência Espacial, da Universidade da Califórnia.

 
 
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