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Atualizado às: 19 de setembro, 2006 - 01h22 GMT (22h22 Brasília)
 
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EUA voltam a incluir Brasil em lista de drogas
 
Brasil é considerado país de trânsito
Brasil é considerado país de trânsito de drogas
O Brasil está novamente na lista que o presidente americano, George W. Bush, submete todo ano ao Congresso relacionando os países com maior produção ou trânsito de drogas destinadas aos Estados Unidos.

Divulgada nesta segunda-feira, a lista inclui outros 19 países: Afeganistão, Bahamas, Bolívia, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, Haiti, Índia, Jamaica, Laos, México, Mianmar, Nigéria, Paquistão, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela.

Mais uma vez o presidente enfatiza, no memorando que enviou ao Congresso, que a presença de um país na "Lista dos Maiores" não é necessariamente "uma reflexão adversa dos esforços ou nível de cooperação com os Estados Unidos".

A principal preocupação dos Estados Unidos com o Brasil - que tem sido presença garantida na lista nos últimos anos - é a atuação do país como ponto de trânsito para as drogas destinadas para a Europa e para os Estados Unidos.

Um relatório divulgado no início deste ano, no entanto, também destacou o país como "um grande fornecedor de produtos químicos" para o refino da coca na região andina.

Venezuela e Bolívia

Bush critica Venezuela e Mianmar, países que, de acordo com ele, no último ano não cumpriram obrigações previstas nos acordos internacionais de combate ao narcotráfico.

Sobre a Venezuela, ele diz que o apoio a instituições democráticas do país (liderado pelo presidente Hugo Chávez, crítico dos EUA) é "vital para os interesses nacionais dos Estados Unidos".

Bush também se diz preocupado com o que considera ser uma queda no nível de cooperação das autoridades bolivianas com o seu governo no combate ao narcotráfico desde outubro de 2005.

As folhas da coca são usadas tradicionalmente para fazer chá na Bolívia, e Washington já expressou preocupação com o aumento da influência política dos cocaleiros, plantadores de coca, depois da posse do presidente Evo Morales, ele próprio um ex-líder cocaleiro, no início deste ano.

"A política do governo da Bolívia de 'zero de cocaína, mas não zero de coca' tem focado principalmente na interdição, a ponto de seus complementos necessários serem quase excluídos, erradição e desenvolvimento de alternativas"

Embora reconheça que essa política tenha rendido resultados positivos, o presidente diz que o governo americano "encoraja" o boliviano a voltar o foco dos seus esforços para a eliminação do excesso de coca, "a fonte da cocaína".

Entre as medidas recomendadas, estão a erradicação de coca numa área de pelo menos 5 mil hectares, a criação de limites rígidos na venda da coca lícita para o uso tradicional e a implementação de controles químicos a fim de impedir a transformação da coca em cocaína.

"O meu governo pretende reavaliar o desempenho da Bolívia nestas áreas específicas dentro de seis meses", diz Bush, no memorando ao Congresso americano.

O memorando contém ainda um alerta ao novo governo haitiano, que assumiu o poder neste ano, para conter o narcotráfico e a criminalidade associada ao problema no país e um apelo à Nigéria para melhorar suas ações antidrogas em portos e aeroportos e contra os chefões da droga.

Sobre o Afeganistão, o presidente diz que, apesar dos esforços do presidente Hamid Karzai, o país ainda tem um terço da sua economia baseada na produção de ópio e que a falta de uma ação "decisiva" agora pode comprometer a segurança e o apoio internacional ao Afeganistão no futuro.

A linguagem mais dura é usada contra a Coréia do Norte, acusada por Bush de "atividade criminosa dirigida pelo Estado".

Bush afirma que o governo americano deixou claro a Pyongyang que "o fim de todo o envolvimento na atividade criminal é um pré-requisito necessário para a entrada na comunidade internacional".

 
 
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