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Líderes muçulmanos elogiam pedido de desculpas do Papa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Diversas organizações islâmicas responderam positivamente ao pedido de desculpas feito pelo papa Bento 16 por suas declarações que revoltaram muçulmanos ao redor do mundo. Com grande parte das organizações ainda por se pronunciar, entretanto, ainda não está claro se as palavras de Bento 16 durante seu sermão de domingo serão suficientes para acalmar as tensões originadas nos últimos dias. O papa disse pessoalmente neste domingo que "lamenta profundamente" ter feito referências ao Islã e à guerra santa, citando palavras de um imperador católico que viveu no tempo das cruzadas católicas contra os países islãmicos. Na Índia, um porta-voz da comunidade em Lucknow, Khalid Rashid, disse que as declarações de Bento 16 eram "bem-vindas", e pediu o fim dos protestos contra o Vaticano. "O pedido de desculpas vai melhorar as relações entre os muçulmanos e cristãos em todo o mundo", disse Rashid à agência AFP. Ainda de acordo com a agência, as declarações do papa foram consideradas satisfatórias na Grã-Bretanha. Na Alemanha, o Conselho Central de Muçulmanos afirmou que o papa deu um "importante passo" para esfriar as tensões dos últimos dias, e expressou o desejo de que a situação se acalmasse. Já o ministro do Exterior turco, Abdullah Gil, afirmou que o papa continua sendo esperado na Turquia em novembro, afastando temores de que as declarações levassem ao cancelamento de uma viagem já agendada de Bento 16 ao país. Dúvidas Mas ainda não está claro se o pedido de desculpas é suficiente para reduzir o nível de tensão dos últimos dias. Na Cisjordânia, duas igrejas católicas foram atacadas com bombas, em um episódio interpretado como reação às palavras do papa. Na Somália, a polícia investiga se essa foi a motivação para que um grupo de homens armados matassem uma freira católica italiana. Entidades muçulmanas têm exigido que o papa emita sua opinião a respeito das chamadas guerras santas. No Egito, a Irmandade Muçulmana acolheu as palavras de Bento 16, mas afirmou que o pedido de desculpas não é "definitivo". "Essa retratação é sem dúvida um passo importante em direção à atitude correta e ao pedido de desculpas correto, mas não chega a ser um pedido definitivo e decisivo que satisfaria a todos os muçulmanos", disse o porta-voz do grupo de oposição, Mohammed Habib. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu aos líderes religiosos ao redor do mundo que ajam de maneira responsável e contida. "Tenho certeza de que as principais religiões do mundo terão coragem e sabedoria para evitar excessos no seu relacionamento. Entendemos muito bem quão sensível é o tema, (por isso) é correto pedir a líderes de todo o mundo que demonstrem responsabilidade e comedimento." |
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