18 de agosto, 2006 - 20h12 GMT (17h12 Brasília)
A Organização das Nações Unidas (ONU) delineou um plano para lidar com a mancha de óleo que está se espalhando pela costa do Líbano e da Síria, no Mar Mediterrâneo.
O desastre ambiental aconteceu no mês passado, depois que as Forças israelenses bombardearam uma estação de energia durante o conflito com a milícia xiita Hezbollah.
Na opinião de especialistas, para limpar as 15 mil toneladas de combustível derramadas no mar Mediterrâneo, serão necessários cerca de US$ 64 milhões (aproximadamente R$ 137 milhões) só este ano.
As medidas - que foram aprovadas por Líbano, Síria, Grécia, Turquia e União Européia numa reunião nesta quinta-feira - incluem vôos para definir a extensão dos danos causados pelo óleo e uma equipe de 300 pessoas para trabalhar nos locais mais afetados.
"Natureza vítima do conflito"
O diretor executivo do Programa ambiental da ONU, Achim Steiner, disse que era triste que a natureza se tornasse vítima do conflito.
"Agora que os bombardeios pararam e as armas se silenciaram, temos a oportunidade de avaliar rapidamente a verdadeira magnitude do problema e finalmente mobilizar o apoio para a limpeza do óleo e a restauração da costa", afirmou ele.
"Eu sinceramente espero que tenhamos conseguido o apoio financeiro para cumprirmos tranqüila e amplamente nossa promessa ao povo libanês, depois desse pedido de ajuda que foi feito pelas autoridades do Líbano à ONU".
Voluntários de grupos ecológicos locais já começaram o trabalho de limpeza em algumas praias.
Eles avisaram as autoridades que o vazamento poderia prejudicar espécies como o atum e uma espécie ameaçada de tartaruga que vive na região.