05 de agosto, 2006 - 04h18 GMT (01h18 Brasília)
Aviões israelenses voltaram a bombardear o Líbano nas primeiras horas deste sábado, com ataques na capital, Beirute, e supostas posições do Hezbollah, em Tiro, no sul do país.
Foram ouvidas explosões nos subúrbios do sul de Beirute.
Um bombardeio israelense perto da fronteira nordeste do Líbano, junto à Síria, matou pelo menos 28 pessoas na sexta-feira. A maioria era de sírios que trabalhavam em uma fazenda.
Uma multidão enfurecida se concentrou diante do hospital onde as vítimas foram atendidas, e gritaram palavras de ordem contra Israel e os Estados Unidos.
Militares israelenses disseram acreditar que a fazenda estava sendo usada para armazenar armas.
O movimento xiita Hezbollah lançou cerca de 200 foguetes em território israelense na sexta-feira, matando três civis em Hadera, a 45 quilômetros de Tel Aviv.
Diplomacia
Enquanto prossegue a violência, em Nova York, na sede da Organização das Nações Unidas, diplomatas negociam o texto final de uma resolução que pode trazer um cessar-fogo à região.
O embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton, disse que as conversações com seu colega francês resultaram em uma "aproximação" em suas posições.
Diplomatas disseram que as divergências estão no momento em que a trégua deve vigorar - se antes deve ser antes do envio de uma força multinacional, como deseja a França, ou se isso deve ocorrer ao simultaneamente.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que não haverá cessar-fogo até que a força multinacional chegue ao sul do Líbano.
"Nós esperamos ter uma resolução no começo da semana que vem", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Tom Casey.
Israel iniciou uma ofensiva contra o Líbano há três semanas, depois que militantes do Hezbollah capturaram dois soldados israelenses.
Autoridades libanesas dizem que mais de 900 pessoas já morreram no país desde o começo da ofensiva, no dia 12 de julho. No lado israelense, o governo afirma que morreram 29 civis e 40 soldados.