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Ataque israelense foi 'violação gritante', diz Siniora | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O premiê libanês, Fouad Siniora, disse que o ataque israelense no sul do Líbano foi uma “violação gritante” do cessar-fogo negociado pela Organização das Nações Unidas (ONU). O primeiro grande confronto entre tropas israelenses e guerrilheiros do Hezbollah desde o anúncio do cessar-fogo, há cinco dias, aconteceu na manhã deste sábado no Líbano. Israel diz que a missão, que deixou um soldado israelense morto, ocorreu no Vale do Bekaa, cerca de 60 km distante da fronteira israelense e tinha o objetivo de impedir a chegada de carregamentos de armas vindos da Síria e do Irã para o Hezbollah. Para Israel, o cessar-fogo não foi quebrado. Siniora disse que fez um protesto formal aos observadores das Nações Unidas O ministro da defesa do Líbano, Elias Al-Murr, disse que consideraria pedir ao gabinete que suspendesse o envio de tropas do Exército libanês para o sul do país a menos que houvesse uma resposta concreta da ONU ao ataque israelense. "Ataque repelido" O Hezbollah declarou, em sua TV, que fuzileiros israelenses foram transportados para a área e repelidos por integrantes do grupo xiita. Apoio da artilharia aérea israelense se seguiu e três integrantes do Hezbollah morreram, segundo fontes da agência de notícias Reuters. O incidente aconteceu poucas horas depois do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, ter classificado o cessar-fogo como "frágil". A ONU se diz decepcionada com a pequena contribuição francesa para as forças de paz a serem deslocadas para o sul do Líbano – 200 soldados. A ONU quer agilizar a chegada de pelo menos 3.500 soldados de vários países em um primeiro momento, aumentando o contingente para 15 mil, gradativamente. Ocupação do sul Tropas libanesas já chegaram à fronteira com Israel, a primeira vez que o Exército do país tem acesso a região em décadas. A ONU diz que cerca de 400 mil pessoas já retornaram para o que restou de suas casas no sul do país e em áreas bombardeadas da capital, Beirute. O presidente sírio, Bashir Al-Assad, elogiou o que chamou de vitória do Hezbollah contra Israel. O presidente americano George W. Bush, no entanto, condenou o grupo como uma "fonte desestabilizadora". |
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