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Atualizado às: 23 de outubro, 2005 - 08h50 GMT (05h50 Brasília)
 
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Polônia vota no 2º turno das eleições presidenciais
 
Lech Kaczynski (esq.) e Donald Tusk
Lech Kaczynski (esq.) enfrenta Donald Tusk nas eleições de domingo
Os eleitores da Polônia vão às urnas neste domingo para escolher o seu presidente entre dois candidatos de centro-direita, no segundo turno das eleições presidenciais no país.

No primeiro turno, há duas semanas, nem o conservador, Lech Kaczynski, nem o liberal, Donald Tusk, conseguiram os mais de 50% dos votos exigidos para a eleição em turno único.

De acordo com uma pesquisa de opinião realizada antes do fim das campanhas eleitorais, ambos têm quase o mesmo número de intenções de votos.

Tusk, do Partido da Plataforma Cívica teria uma ligeira vantagem. O partido dele, no entanto, foi derrotado surpreendentemente pelo Partido da Lei e da Justiça de Kaczynski nas eleições parlamentares do mês passado, depois de liderar as pesquisas na maior parte da campanha.

O candidato liberal encerrou a campanha presidencial pedindo aos eleitores que votassem "nos sonhos dos poloneses que querem viver em uma Polônia amistosa e segura, os que acreditam que o bem pode vencer na política".

'Mudança moral'

Já Kaczynski, cujo partido é liderado pelo irmão-gêmeo idêntico, Jaroslaw, vem defendendo a "renovação moral" e o retorno aos valores cristãos.

Os dois candidatos são ex-ativistas do célebre sindicato Solidariedade que, sob a liderança de Lech Walesa, encerrou os anos de comunismo no país.

A votação começou às 2h00 (de Brasília), e as urnas serão fechadas às 18h00, quando as primeiras parciais devem ser divulgadas.

A campanha de Tusk insistiu na "grande oportunidade" aberta pela entrada da Polônia na União Européia no ano passado.

Por outro lado, Kaczynski concentrou os seus ataques no atual governo, liderado por um ex-comunista, acusando-o de corrupto e pedindo uma "mudança moral".

O atual presidente, Aleksander Kwasniewski, não pôde apresentar uma candidatura já que, de acordo com as leis eleitorais da Polônia, apenas uma reeleição para o mandato de cinco anos é permitida.

A Constituição polonesa confere ao presidente do país menos poder do que ao primeiro-ministro, mas ele mantém uma influência importante na política externa.

 
 
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