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Atualizado às: 20 de outubro, 2005 - 16h44 GMT (13h44 Brasília)
 
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Ventos e chuvas do Furacão Wilma chegam a Cancún
 
Com a previsão da chegada do furacão Wilma, turistas foram para o aeroporto de Cancún
Aproximação do furacão levou turistas ao aeroporto de Cancún
Ventos e chuvas associados pelo furacão Wilma chegaram nesta quinta-feira ao balneário de Cancún, no México.

A maioria dos turistas deixou o país antes da tempestade, e os hóspedes dos grandes hotéis da região, na Península de Yucatán, foram evacuados.

Todos os vôos que deixavam Cancún estavam lotados, e muitos turistas tiveram de alugar carros ou deixar a cidade de ônibus. O olho do furacão deve passar perto de Cozumel na manhã desta sexta-feira.

O Wilma, que na quarta-feira foi apontado pelos especialistas como o mais forte furacão já registrado no Atlântico, perdeu um pouco de sua intensidade e agora é de categoria 4 na escala usada para medir esse tipo de tempestades, que vai até 5.

Mesmo assim, ele continua a representar perigo para as localidades por onde deve passar. Além do México e de Cuba, o Estado da Flórida, no Sudeste dos Estados Unidos, também deve ser afetado.

Cuba

"Nós estamos monitorando de perto essa tempestade extremamente perigosa", afirmou Scott McClellan, porta-voz do presidente americano George W. Bush. O presidente foi acusado de demorar a responder à tragédia causada pelo furacão Katrina.

Em Cuba, as autoridades da Defesa Civil estão de prontidão. Cerca de cem mil pessoas já foram retiradas das regiões costeiras e levadas para o interior da ilha.

Milhares de americanos também deixaram suas casas na região das Keys da Flórida, um conjunto de ilhas no extremo sul do Estado americano.

Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, o Wilma tem ventos sustentados de 230 km/h, com rajadas ainda mais fortes, e pode voltar à categoria máxima 5 nesta quinta-feira.

O boletim do centro divulgado às 11 da manhã (hora de Brasília) indicava que o olho do furacão estava a cerca de 275 km a sudeste de Cozumel.

Milhares de pessoas receberam ordens para sair de uma área de mil quilômetros que estende por Cuba, Belize, Honduras, Jamaica, Ilhas Cayman e Haiti, onde pelo menos 11 pessoas já morreram em deslizamentos de terra provocados pelas fortes chuvas trazidas pelo furacão.

Não foi só no Haiti que Wilma deixou mortes. Na Jamaica, o furacão matou uma pessoa depois que a chuva pesada inundou várias comunidades localizadas em terrenos mais baixos, além de ter bloqueado estradas e forçado 100 pessoas a irem para abrigos, segundo as autoridades locais.

 
 
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