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Polônia terá segundo turno na eleição presidencial | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A eleição para presidente da Polônia vai para o segundo turno, com dois candidatos de centro-direita disputando o cargo. O liberal Donald Tusk, do partido Plataforma Cívica, lidera as apurações do primeiro turno, disputado no domingo, com 35,8% dos votos, enquanto Lech Kacynski, do partido Lei e Justiça, aparece com 33,8%. Com a apuração quase concluída, está claro que nenhum dos dois conseguiu mais de 50% dos votos, e por isso um segundo turno vai ser disputado no dia 23 de outubro. Menos da metade dos eleitores compareceu às urnas, o que levou o ex-presidente Lech Walesa a se queixar de que os poloneses estão desperdiçando as reformas por que ele batalhou nos anos 1980 como líder do sindicado Solidariedade. “Quando eu lutei pela democracia, achei que os meus compatriotas iriam fazer uso dela, mas agora eu me pergunto, para que foi todo aquele sofrimento, aquelas buscas, agressões, prisões?”, disse Walesa. Negociações Tusk, que tem 48 anos, disse que está “orgulhoso do resultado e da Polônia”. Por sua vez, Kaczynski afirmou que está “certo de que, a longo prazo, nós vamos vencer”. O vencedor vai suceder o presidente Alexander Kwasniewski, um ex-comunista apoiado por uma coligação de esquerda. A eleição deste domingo ocorreu duas semanas depois que dois partidos de centro-direita venceram as eleições parlamentares. Os partidos de Tusk e Kaczynski também chegaram na frente no pleito parlamentar e já iniciaram negociações para formar uma coalizão de governo, negociações que devem ser influenciadas pelo resultado da eleição presidencial. O Lei e Justiça ganhou 155 cadeiras no Parlamento, e a Plataforma Cívica, 133. Por ter obtido mais votos, o Lei e Justiça pode impor sua indicação para primeiro-ministro, a de Kaimierz Marcinkiewicz. |
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